A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 01/09/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e proble-mas. De maneira análoga a isso, na atual conjuntura brasileira a dependência com as drogas ainda é um problema grave, visto que as atuais políticas antidrogas não estão sendo eficientes. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: a negligência sofrida pelos dependentes e a falta de uma política humanizada.
Em primeira análise, evidencia-se que os usuários de drogas muitas das vezes são abandonados pela sociedade e pelo governo. Sob essa ótica, segundo o jornal Folha ao menos 16 pontos do centro de São Paulo foram ocupados por usuários de drogas ao longo dos dois últimos meses, após a ação policial que esvaziou a praça Princesa Isabel, onde funcionava a cracolândia, o que mostra a negligência sofrida pelos usuários que não recebem o incentivo adequado que os leve ao abandono das drogas. Dessa forma, é importante a existência de medidas que ajudem essas pessoas no seu vício de maneira solidária.
Ademais, é notório que as operações policiais, muitas das vezes violentas, contra pessoas que vivem em situação de rua e usuários de substâncias psicoativas não são uma maneira eficaz de dispersar os dependentes ou fazer com que procurem ajuda. Consoante a isso, a ilustre frase do psiquiatra suíço Carl Jung, “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”, realça a importância de uma política humanizada, pois é essencial combater o uso das drogas, mas a violência com os usuários é algo que deve ser descartado.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham ampliar a eficiência das políticas antidrogas. Dessa maneira, cabe ao governo federal elaborar um plano de ação, por meio do Ministério da Cidadania, com o propósito de inovar as políticas antidrogas para que sejam focadas em métodos mais humanizados e que possam de fato atender aqueles que buscam inibir o uso das substâncias psicoativas. Somente assim, o número de pessoas afetadas pelas drogas será diminuído, sem que seja preciso o uso de violência, alcançando assim uma sociedade com menos conflitos e problemas.