A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 01/09/2022
Na telenovela brasileira “Verdades Secretas” produzida e exibida pela TV Globo. A personagem Larissa depois de ser demitida da agência de modelo vende tudo o que tem para comprar crack e vai morar na rua com o namorado viciado. Na cracolândia, ela sofre todo tipo de privações e chega a fazer programa em troca de drogas. De maneira análoga é perceptível que casos como o de Larissa ainda se fazem presentes na comunidade. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: como os jovens são mais propensos a serem usuários e a persistência do consumo de drogas.
Em primeira análise, evidencia-se como os jovens são mais propensos a serem usuários. Sob essa ótica, dados do IBGE apontam que a experimentação ou exposição ao uso de drogas cresceu em dez anos, indo de 8,2% em 2009 para 12,1% em 2019. Dessa forma, os fatores mais comuns são emoções, problemas familiares, ansiedade, depressão e sofrimento psíquico.
Além disso, é notório a persistência do consumo de drogas. Desse modo, surge um hábito ruim, que, segundo Charles Duhigg, em “O poder do hábito”, está ligado à ideia de que um estímulo gera a expectativa de resposta no cérebro do indivíduo. Consoante a isso, o consumo problemático sem nenhuma regularidade causa distúrbios, doenças, comprometimento cerebral e desnutrição.
Depreende-se, por fim, a adoção de medidas que venham ampliar a eficiência da política antidrogas brasileira. Dessa maneira, cabe ao Poder Executivo e ao Ministério da Saúde, fazer programas e projetos que venham auxiliar e ajudar indivíduos com vulnerabilidade social, como os moradores da cracolândia, por meio de tratamentos e internações, a fim de combater as drogas para que a coletividade pare de sofrer suas consequências. Somente assim, é possível tratar da problemática acima citada de modo pouco mais efetivo.