A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 01/09/2022
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é apresentada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se na ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, a exemplo da falta de eficiência da política antidrogas brasileira. Com isso, percebe-se a consolidação de um grave problema, que se estrutura no silenciamento do assunto e na omissão governamental.
Nesse cenário, evidencia-se que a falta de discussão é um catalisador da problemática. Sob essa ótica, Djamila Ribeiro, filósofa brasileira, afirma que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Dessa forma, há um emudecimento instaurado na questão da eficiência política antidrogas na sociedade, visto que pouco se fala nas mídias de massa sobre a ineficiência da política contra o uso e do tráfico de drogas, assim gerando a naturalização do consumo do tabaco na sociedade e ignorando as consequências do uso de substâncias causadas pelo seu consumo.
Além disso, é relevante ressaltar a omissão governamental. Desse modo, Thomas Hobbes, filósofo contradualista, defende que o Estado é responsável pelo bem-estar dos cidadãos. Consoante a isso, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto a política antidrogas se mostra insuficiente, uma vez que há a ausência de ação do poder público e insuficiência legislativa, sendo assim gerando a banalização na sociedade do consumo de tabagismo e tornando o indivíduo dependente desse malefício.
Portanto, é necessário a adoção de medidas que venham amenizar a eficiência da políticas antidrogas brasileira. Para isso, a mídia, responsável por informar a sociedade, precisa divulgar campanhas, por meio da televisão e redes sociais, a fim de conscientizar a população sobre as consequências de consumo do tabagismo. Ademais, o Governo necessita implementar leis que garante a proibição do uso de tabaco na população, com a finalidade de diminuir o consumo desse malefício, para que assim, consigam alcançar a sociedade perfeita definida por Thomas More.