A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 07/09/2022
“A criminalização das drogas só serve para matar pessoas negras e periféricas”, é o que diz a ativista “Erika Hilton”. Diante disso, é a um fato que os mais atingidos por essa problemática são as pessoas marginalizadas pela sociedade. Nesse âmbito, pode-se dizer que o contexto sociocultural brasileiro e a ineficiência da política antidrogas agravam ainda mais esse cenário.
Primordialmente, é nítido que pessoas negras e periferícas sempre foram atribuídas ao tráfico. Desse modo, qualquer indíviduo de tal nicho é marginalizado e visto como criminoso. Análogo a isso, há o filme “Cidade de Deus”, o qual mostra a forma em que a população trata as pessoas que vêm das favelas e períferias. Logo, se não houver uma reconstrução do pensamento social em cima desses grupos, maiores serão os impactos negativos em suas vidas.
Ademais, torna-se evidente que a política antidrogas vem se mostra ineficiente em combate ao tráfico. Nesse ínterim, é possível ver que a atual lei atuante nesse cenário não impede que o tráfico bilionario continue se expandindo no Brasil. Exemplo disso, tem-se um levantamento do portal de notícias “G1”, cujo afirma que 84% dos réus por tráfico de drogas estão inclusos no grupo de microtraficantes. Dessa forma, ser não houver uma reformulação na prática de combate, mais lucrativo será o grande tráfico nacional.
Em síntese, é mister que o Governo tome providências para amenizar o quadro atual. Além disso, urge que o Governo Federal crie por meio de verbas governamentais campanhas publicitárias a fim de quebrar o tabu presente na sociedade sobre pessoas negras e periféricas. Entretanto, torna-se necessário também que haja uma reformulação nas forças tarefas brasileiras e suas atitudes. Então, somente assim a fala de “Erika Hilton” não será uma realidade.