A eficiência da política antidrogas brasileira

Enviada em 22/09/2022

A priori, como retratado na obra cinematógrafa “Cidade de Deus” pelo protagonista zé pequeno, as drogas estão presentes na vida do jovens desde cedo. No filme é possivel observar a busca da ascensão social e econômica através do mercado ilícito de intorpecentes, a grande facilidade de circulação e a obtenção de dinheiro rápido e sem necessidade de educação acaba por seduzir muitas crianças e adolescentes. Diante deste contexto que reflete boa parte da sociedade brasileira tornasse necessário discutir sobre a eficiência da política antidrogas brasileira.

A grande adesão de jovens no mercado ilícito não é unico problema que política antidrogas trás, as leis brandas acabam por construir uma legislação pouco evidente do que é traficante ou usuário, e qual deles de fato trás danos a sociedade. Este tipo de lei tem grande margem para o crescimento do preconceito com os desfarecidos economicamente e com pessoas negras, já que seu críterio é subjetivo e arbitrário.

Tratar a guerra contra as drogas como uma questão de segurança pública é um grande equivoco, sua política superlota presidios e aumenta de forma exponencial o gastos do estado. Sendo assim, a luta antidrogas é ineficiente já que não combate os problemas desde sua raiz, como visto nos dados obtidos pelo 3° Levantamento que estão disponíveis no Repositório Institucional da Fiocruz (Arca), nele é possivel notar que 4,9 milhões brasileiros usaram substâncias ilícitas nos 12 meses anteriores à pesquisa. O que demostra um grande consumo, deixando evidente a necessidade de tratar o problema como uma questão de saúde pública e realizar o controle estatal semelhante ao que foi feito com o cigarro, onde o aumento dos impostos e a burocratização criou barreiras que estimulou a diminuição do consumo.

Em suma, é necessario que o estado brasileiro reconstrua sua legislação antidrogas a modelo de países como o Uruguai que teve grande descrescimo do trafíco antidrogas ao tratar o problema como uma questão de saúde pública, permitindo sua legalização. Além disso, é necessário que o governo crie um orgão regulador a modelo da anvisa, para o controle de qualidade e a supervisão da distruibuição do mercado de drogas.