A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 07/11/2022
Segundo o escritor Adouls Huxley “os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”. Analogamente, nota-se que a política antidrogas brasileira é ineficiente,
justamente por lidar com a situação de dependência à drogas como uma causa e não uma consequência de uma sociedade problemática, ignorando os problemas estruturais desta, como a desigualdade. Assim, a lacuna educacional e o silenciamento social são fatores que impactam na temática em foco.
Em primeira análise, a lacuna educacional atua sobre a questão supracitada. De acordo com o filósofo Epiteto, “só a educação liberta”. Dessa forma, o ensino de qualidade é essencial para que os dependentes químicos se libertem deste vício. Entretanto, as políticas públicas que visam o combate às drogas utilizam meios com resultados efêmeros, ou seja, ao invés de lidarem com a base do problema, admitindo que tal situação é uma consequência de uma sociedade desestruturada, o poder público prefere tratar tais indivíduos como delinquentes, realocando grupos de refugiados urbanos para omitir a realidade da população. Como resultado, os estigmas e a marginalização desses sujeitos aumentam, tornando a sua inserção na sociedade cada vez mais difícil e naturalizando tal cenário.
Outrossim, o silenciamento social é outro aspecto que impacta no tema em foco.
Segundo a filósofa Djamila Ribeiro, “o silenciamento é cúmplice da violência “. Dessa maneira, é imprescindível que haja debate sobre o tema para tirá-lo da invisibilidade. Em consequência, seria possível a implementação de políticas antidrogas mais humanizadas, que respeitassem as particularidades de cada indivíduo, posto que, o fim da omissão deste tema colaboraria para o fim dos estigmas e marginalização do mesmo, mudando a perspectiva da sociedade para a questão.
Portanto, é preciso lidar com a situação como decorrência de uma população desestruturada. Assim, o Ministério da Educação (MEC) deve promover maior investimento na educação, por meio de privatizações, e ministrar palestras em escolas públicas, com o objetivo de conscientizar os jovens quanto aos danos do uso de drogas, além de estimular debates sobre a temática. Tal ação garante que as gerações futuras tenham a maturidade necessária para lidar com a situação.