A eficiência da política antidrogas brasileira
Enviada em 07/11/2022
Segundo a filósofa francesa Simone Beauvoir, “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Nesse aspecto, tem-se como exemplo a ineficácia da política antigrogas no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: como a proibição afeta a economia do país e também contribui para a violência.
Diante disso, é indubitável destacar que os sistema prisional custa caro para o Brasil. Segundo o jornal UOL, cerca de 16 bilhões de reais ao ano. Certamente, um valor alto investido para combater as drogas mas de maneira errônea devido ao grande número de pequenos traficantes desviando a atenção da polícia dos grandes chefes do tráfico, o que acaba superlotando prisões e custando cada vez mais caro para o Estado. Portanto, legalizando as drogas e fiscalizando a venda, a economia terá uma melhoria.
Por consequência, a proibição das drogas gera uma guerra dos tráficos com os agentes da segurança resultando também em mortes de pessoas inocentes, o traficante pequeno tem que pagar por cada droga apreendida, o que faz ele roubar e matar individuos, de acordo com o G1, cerca de 60 mil pessoas morrem por ano, vítimas da violência. Por isso, a legalização é de tamanha importância visto que o consumo existe mesmo que ilícito e não aumentará pela validação.
Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham acabar com a criminalização das drogas. Cabe ao Estado em figura do Ministério da Justiça criar um projeto e sancionar uma lei para que o combate ao tráfico seja eficaz e que drogas como cannabis possa ser vendida na farmácia.