A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 23/05/2020

Cansaço, ansiedade, depressão. Esse é o perfil emocional de grande parte dos trabalhadores na contemporaneidade. O sistema capitalista é avassalador, principalmente se relacionado à exploração trabalhista, que muitas vezes passa despercebida pela sociedade. Tal problemática se evidencia não só pelo descaso com a saúde mental do funcionário, mas também pela negligência governamental em assegurar melhores condições trabalhistas.

O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, retrata a situação dos operários perante à Revolução Industrial, na qual eles eram submetidos a uma forma de produção que tinha o lucro como único objetivo, velando as condições precárias do estado físico e mental dos trabalhadores. A obra pode ser considerada atemporal, posto que, mesmo com direitos trabalhistas conquistados, a exploração ainda está presente nas relações empregatícias. Torna-se evidente, então, a existência de uma hierarquia, qual o maior prejudicado é o trabalhador.

Outrossim, a indiligência e até mesmo a omissão de responsáveis para o combate à exploração são preocupantes, visto que o setor informal se desenvolve no sistema vigente. De acordo com as estatísticas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o mercado de trabalho se forma e se estrutura com taxas de informalidade sempre próximas a 50%, o que agrava a desigualdade social e leva ao crescimento inconsistente da regulamentação e acesso da seguridade coletiva.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Com isso, urge que o Estado garanta e amplie os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar, por meio do Ministério Público, o cumprimento desses direitos. Além disso, cabe aos órgãos públicos e privados garantir o acesso ao cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento psicológico e médico, com o intuito de diminuir as taxas de informalidade e de abusos no trabalho. Dessa forma, poder-se-á ter uma sociedade moderna com dignidade.