A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 31/03/2020

Durante a Revolução de 1848, ficou marcado na história o início dos conflitos socioeconômicos entre a classe proletária e a burguesia. Apesar de diferentes períodos, hodiernamente, mesmo com as mudanças das estruturas sociais modernas é notório a permanência de hábitos daquele contexto, como a exploração do trabalhador, a qual tem prejudicado as esferas econômicas e sociais da sua vida. À vista disso, infere-se que tal problemática é inerente à ineficiência do Estado e à uma cultura de consumo exacerbado.

A priori, consoante o filósofo Aristóteles, a finalidade da função Estatal deve ser o bem comum e não os interesses individuais de quem governa. Desse modo, com a presença de governos corruptos, os quais priorizam o individual, a situação dos trabalhadores torna-se mais precária pela falta de fiscalização e de políticas regulatórias, as quais deveriam visar pela estabilidade do funcionário. Assim,  o empregado é compelido a trabalhar por longos períodos de tempo e muitas vezes sem as devidas necessidades de proteção atendidas para conseguir sustentar a sua família. Isso é refletido ao redor do mundo com empresas que buscam sempre o mercado com mão de obra mais barata e com legislações mais flexíveis, para maximizar seus lucros.

Outrossim, conforme os pensadores da Escola de Frankfurt, a Indústria Cultural é o principal artifício, pelo qual as massas de indivíduos são influenciadas em seu estilo de consumo. Dessa maneira, a expansão de uma cultura de consumo leva as empresas a buscarem formas de ampliarem seus estoques e fornecerem seus produtos ao máximo de pessoas possíveis, sendo que podem recorrer à métodos legais e ilegais. Destarte, a prática da exploração trabalhista, como os salários abaixo de um padrão de subsistência e a alta carga horária se tornam o principal recurso dessas companhias para atingirem a sua demanda de produção. Além disso, tais práticas são amplificadas pelo uso de tecnologias disfarçadas de auxiliar do trabalhador, mas, que na realidade são uma forma de explorarem a força de trabalho de quem precisa de sustento.

Por conseguinte, são necessárias mudanças estruturais para retificar as ações do Estado e construir um consumo consciente. Com isso, cabe ao Ministério da Justiça em conjunto com o Congresso Nacional, por meio de portarias, a criação de agentes fiscalizatórios e canais de comunicação, os quais possam agir no combate da exploração trabalhista e fornecer ao trabalhador meios de se proteger contra tais práticas, para que haja uma legislação mais rigorosa. Ademais, assiste ao Ministério da Educação, por intermédio de projetos educacionais, a criação de campanhas nas escolas, as quais visem enfatizar o consumo consciente, a fim de que haja uma geração futura cônscia.