A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 01/04/2020
No filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin, é retratado uma empresa que obriga seus proletariados a exercerem suas funções de maneira exploratória e não os recompensam coerentemente com suas cargas horárias. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada pro Chaplin poder ser relacionada à sociedade moderna, que ainda sofre com a exploração trabalhista, a qual é resultado não só de uma cultura capitalista das empresas, como também de uma inércia estatal no tocante à medidas mais rígidas de punições frente ao quadro.
Em primeiro lugar, destaca-se uma cultura capitalista empresarial como um dos causadores do problema. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque, a desumanização do trabalhador é proveniente da priorização do acúmulo de capital acima da qualidade de vida dos funcionários. Desta forma, para a obtenção de maiores lucros os trabalhadores são expostos às cobranças severas, intensa produtividade em pouco tempo e são obrigados a trabalharem fora do expediente, a fim de cumprirem com exigências da empresas.
De outra parte, é preciso pontuar a omissão estatal como impulsionador do impasse. A esse respeito, Friedrich Hengel defende a ideia de que o Estado deve proteger os seus “filhos”. Todavia, em contraste, o Brasil não dispõe de uma fiscalização eficiente capaz de intervir no controle da exploração do trabalhador e garantir os direitos dos assalariados em seus locais de trabalho. Desse modo, a afirmação proposta por Hengel se distância da realidade brasileira.
Portanto, torna-se imprescindível a intervenção do Ministério do Trabalho juntamente com o Governo Federal, fortaleça os órgãos fiscalizadores, aprimorando leis já existentes de forma a elaborar e aplicar punições mais rigorosas aos praticantes da incontinência trabalhista, com o objetivo de garantir o bem-estar no espaço laborar e assegurar um modo de trabalho mais justo e coerente aos empregados. Assim, observa-se-ia uma sociedade distante da ficção proposta por Charlie Chaplin.