A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 01/04/2020

No cenário da Revolução Industrial, em busca de lucro por parte dos donos de fábricas, tornou-se prática a ampla exploração da mão de obra da classe proletária, com extensivas horas de trabalho, salários baixos e condições insalubres no ambiente das fábricas. Nesse contexto, surgiram os sindicatos e, posteriormente, as leis trabalhistas, no intuito de defender os direitos, até então não existentes, do trabalhador. Contudo, infelizmente, essas medidas não foram suficientes para de milhões de trabalhadores que ainda sofrem com esse tipo de exploração, e isso ocorre devido à marcante desigualdade social presente na modernidade.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, apesar da existência de leis a favor do trabalhador, grande parte da população brasileira permanece submetida a condições abusivas de trabalho. A CLT, Consolidação das Leis de Trabalho, sancionada pelo Getúlio Vargas, melhorou as condições de muitos trabalhadores por meio do estabelecimento de salário mínimo, férias, e limite de jornada de trabalho. No entanto, essas leis não amparam grande parte dos trabalhadores: os informais, que são os mais sujeitos à exploração no trabalho. A exemplo disso, entregadores de aplicativo de São Paulo declaram ter jornada de trabalho de mais de 24 horas e recebem menos de um salário mínimo.

Além disso, vale salientar que a exploração da mão de obra na sociedade moderna ocorre devido à ampla desigualdade social existente. Nessa conjuntura, frente à falta de oportunidades de emprego, gerada pelo acesso restrito à educação no País, grande parte da população recorre a empregos informais, mesmo com cargas horárias exaustivas e salários incompativelmente baixos. É assim que vive, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, mais de 40% da população. Assim, essa realidade confirma a ideologia de Karl Marx, segundo a qual o sistema capitalista visa manter a ordem que está em curso:  a exploração da classe trabalhadora em razão do conforto da burguesia.

Em síntese, a exploração do trabalho afeta milhões de brasileiros e isso ocorre, principalmente, devido à falta de  oportunidades oferecidas às classes mais baixas. Portanto, cabe ao Poder Legislativo, em parceria com o Ministério do Trabalho, por meio da criação de leis que abrangem, também, o trabalho informal, garantir os direitos desses trabalhadores, a fim de valorizar seu serviço. Além disso, o MEC, Ministério da Educação, deve, mediante investimento financeiro, melhorar a qualidade da educação pública, com a finalidade de ampliar, futuramente, as oportunidades de emprego para a classe baixa. Dessa forma, por intermédio de medidas legislativas e educativas, espera-se combater a exploração trabalhista na sociedade moderna.