A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 01/04/2020

Segundo o químico francês Antoine Lavoiser “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” e a exploração trabalhista na sociedade moderna vem transformando o mundo contemporâneo, tornando-se um problema. Ocorrendo em virtude de o empregado não possuir uma vasta opção de escolha, e pelo sentimento de superioridade que grande percentual de empregadores possui.

O Fordismo foi um modelo de produção em massa do século XX, onde os trabalhadores exerciam funções em péssimas condições, com um salário extremamente baixo. Os empregados permaneciam em tais condições em virtude da baixa oferta de emprego fornecida na época, submetendo-se a precariedade ofertada pelos patrões. Já no século XXI tal fato não mudou, onde a necessidade de ter alguma renda é o que prevalece, visto que o Brasil possui mais desempregados e pessoas que trabalham na informalidade do que indivíduos empregados.

Não obstante, a escravização de indígenas e africanos deixou enraizado na população o falso sentimento de superioridade em relação aos prestadores de serviços, fazendo com que os patrões se sintam no direito de submeter seus funcionários a todo tipo de atividade. Além disso, por se sentirem superiores muitos empregadores ainda dispõem de péssimo ambiente de trabalho, somado a extensiva carga horária.

Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação da exploração trabalhista na sociedade moderna. Para que isso ocorra, o Ministério do Trabalho (MTE) deve fiscalizar as empresas, multando severamente as que apresentam irregularidades, tanto aos pagamentos quanto ao ambiente oferecido aos empregados, a fim de diminuir injustiças no trabalho. Ademais, as empresas deverão fornecer mensalmente ao MTE todos os dados da organização, bem como folha de pagamento dos funcionários, com o intuito de manter supervisionada todas entidades. Para poder-se-á assim visar um mercado mais igualitário e justo.