A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 09/04/2020

A tela “Operários” de Tarsila do Amaral pintada em 1933 demonstra por meio de 51 rostos tristes a pluralidade e a exaustão da classe trabalhadora, ainda muito vulnerável diante da ausência de leis eficientes em sua defesa. Ao se passar mais de 80 anos essa realidade perdura com o trabalho análogo à escravidão, substancialmente pautado nas condições insalubres de serviço como cargo horárias significativamente prolongadas, salários ínfimos e dependência do trabalho. Ora, um cenário aflorado pela ausência de efetivação de leis e pela conivência social.

Tal problemática se origina, em primeira análise, pela falta de atuação Estatal no tratante da execução das leis trabalhistas. De acordo com Sócrates: “Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância”. Sob essa ótica, na sociedade brasileira, o Poder Público tem conhecimento das dificuldades enfrentadas por substancial parcela da classe laboral. Contudo, ignora a branda aplicação das leis e a necessidade de melhorar as condições de serviço dos brasileiros, uma vez que, a exploração ainda está presente no dia a dia de muitos trabalhadores seja em fábricas, fazendas, e até mesmo nos grandes centros urbanos. Logo, se o Estado não se manifesta devidamente, não há futuro destituído de mazelas.

Ademais, a persistência dessa cultura se dá pela falta de empatia e denúncia por parte da sociedade. Conforme René Descartes: “Não basta termos um bom espírito. O mais importante é aplicá-lo bem”. Nessa linha de raciocínio, não é suficiente ir contra a exploração mas sim fomentar a resistência, manifestar-se, denunciar, colocar-se no lugar do outro; Algo ainda ameno no corpo social brasileiro. Assim, sem a prática do bom senso e sem a manifestação social ecoa o caos e a injustiça.

A fim de amenizar esse quadro de desrespeito, soa oportuno a atuação de dois vetores. Cabe ao Estado ampliar a fiscalização por meio da procuradoria do trabalho e do aumento das áreas de atuação desta com o fito de efetivar a defesa ao trabalhador; Outrossim, a coletividade deve fomentar a resistência e a denúncia por intermédio das mídias sociais para eclodir nas vítimas dessa mazela a busca por seus direitos_ Medidas para abolir tais injustiças e mudar a realidade apresentada pelos “Operários”, uma vez que: “O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”- Mahatma Gandhi.