A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 02/04/2020

A Inglaterra durante o século XVIII, época do surgimento das primeiras indústrias inglesas, foi marcada por um cenário de grande tensão social vívido pelos trabalhadores: a exploração trabalhista, em que todos sofriam com as transformações das relações de trabalho. Nesse sentido, mesmo com o passar dos séculos e com as diversas melhoras sociais envolvendo a seara laboral, ainda é visto a exploração trabalhista na sociedade moderna. Tal problema ocorre devido aos interesses empresarias e à inação do Estado, mostrando que é necessário mudanças para mudar essa realidade.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que a ambição das grandes empresas corrobora para que a exploração trabalhista ainda exista. Nesse contexto, a busca incessante por lucros pelas iniciativas privadas faz com que as condições dignas e que deveriam ser respeitadas para os trabalhadores se corrompam, já que não estão interessados em garantir o que lhe são merecidos, o que os levam a tentar tirar vantagem de qualquer situação possível, seja por horas mais trabalhadas, ou a concessão de férias e feriados. Sob essas circunstâncias, Karl Marx já dissertara que priorizar os interesses individuais, em detrimentos dos coletivos, gera diversas dificuldades para a sociedade, o que mostra que tentar persistir com essa ideologia capitalista faz com que todos sofram.

Outrossim, somado ao supracitado, a inércia estatal faz com que a exploração trabalhista se perpetua na sociedade moderna. Nesse viés, Platão, filósofo da antiguidade, afirmou que a política deveria ser uma atividade elevada e nobre, marcada pela busca do bem comum do corpo social. Todavia, o que o governo brasileiro faz com a grande parcela da população que trabalha desconstrói a ideia do pensador, pois não existe medidas que tentem fortificar a fiscalização do direitos dos labutadores, já que o que que acontece é o oposto: a flexibilização das leis trabalhistas, que tendem aos interesses dos empresários. Desse modo, enquanto essa realidade for a regra, a própria legislação alimentará a escravidão laborativa.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que medidas são necessárias para obliterar a exploração trabalhista da sociedade moderna. Para isso, cabe ao Governo Federal, na figura do Ministério do Trabalho, erradicar as informalidades que levam ao abuso do aproveitamento da mão de obra, por meio da criação de um órgão denominado " Trabalho Justo", o qual será responsável por fiscalizar empresas, mediantes visitas ou denúncias, a fim de que não haja mais a exploração. Ademais, o Estado deve, ainda, junto ao poder legislativo, roborar as leis trabalhistas, por intermédio da criação de um pacote de leis e medidas paliativas que impedem as flexibilização das normas laborais que, de alguma forma, prejudique os trabalhadores, com o intuito de sanar de vez o problema supramecionado.