A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 02/04/2020
O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, revela as condições de trabalho dos operários perante a Revolução Industrial, na qual eles eram submetidos a uma forma de produção que tinha como única preocupação o lucro, independe das condições psicológicas e físicas dos trabalhadores. Nesse sentido, embora três séculos tenham se passado desde o aparecimento da Revolução Industrial, nota-se que o cenário não mudou, uma vez que a exploração trabalhista é ainda uma realidade no mundo. Sendo assim, cabe citar a ganância por dinheiro e o papel do governo como fatores que influenciam nesse cenário.
A princípio, é possível perceber que tais circunstâncias devem-se ao grande desejo do homem de lucrar a qualquer custo. De acordo com o sociólogo Karl Marx, existem dois grupos na sociedade, os que possuem os meios de produção, os capitalistas, e os que não possuem, os proletários. Isto posto, por não deter os meios de produção, o proletário é levado a vender sua força de trabalho ao capitalista, para poder garantir sua subsistência. No entanto, essa força de trabalho é explorado de maneira desumana, onde pessoas com baixo poder aquisitivo passam por grandes desgastes psicológicos e físicos. Como exemplo disso, cabe citar as longas horas de trabalho, que retira do trabalhador o direito ao momento de lazer. Como consequência, tem-se a clara dominação de uma classe sobre a outra.
Outra questão relevante nesse debate, é o papel do governo em garantir que a exploração da mão de obra seja reduzida no Brasil. A respeito disso, sabe-se que em 1888 foi assinada a Lei Áurea, com o intuito de abolir a escravidão no Brasil. No entanto, nota-se que na sociedade persiste o trabalho exploratório, no qual indivíduos são sujeitos a trabalhos compulsórios e muitas vezes com poucos direitos trabalhistas. O documentário “vidas descartáveis”, que relata o cenário vivido passaram por situações semelhantes escravaria, apresenta que existem ainda, no Brasil, 370 mil pessoas trabalhando em situação análoga à escravidão. Sendo assim, nota-se a necessidade do Estado em aumentar a fiscalização de trabalhos escravos no Brasil.
Assim, é fundamental, portanto, que a camada detentora do poder, compreenda que da para obter bons lucros sem a utilização da mão de obra de maneira compulsória, é necessário estabelecer limites para que o outro possa trabalhar de maneira justa e não exploratória, com o intuito de reduzir os casos de danos emocionais e estruturais na camada do proletariado. Ademais, espera-se que o Estado, atrelado ao Ministério Público do trabalho, aumente a fiscalização em todos os cantos do país, tendo em vista a redução do número de serviços análogos a escravidão, a fim de garantir o ideal proposto pela Lei Áurea. Com a união desses fatores, espera-se alcançar mudanças no cenário trabalhista.