A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 02/04/2020

É consenso que a exploração trabalhista teve início há muitos anos atrás. No Brasil, a escravidão (mecanismo utilizado para exploração do trabalho) iniciou, em 1500, e foi abolida pela Lei Áurea, em 1888. Entretanto, em pleno século XXI, a “escravidão moderna” veio à tona. Devido ao avanço tecnológico, pessoas são expostas à alta carga horária de trabalho, sem nenhum reconhecimento. Essas rotinas incessantes de serviço levam a sérios problemas de saúde e metal dos indivíduos presentes nesse cenário.

E virtude da altíssima velocidade com que as informações se processam, muitas pessoas são colocadas em rotinas estressantes de trabalho e sem limite algum de horas trabalhas. Segundo uma pesquisa do I.B.G.E. (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) países como, Estados Unidos e Ásia, possuem o maior número de pessoas expostas a trabalhos com carga horária acima de 15 horas diárias. Isso se torna mais evidente com o desenvolvimento de aplicativos de entregas e de transporte de passageiros. Grande parte desses aplicativos não estipulam um limite de horas trabalhadas, oque influencia as pessoas a trabalharem cada vez mais.

Além disso, muitos indivíduos que trabalham com rotinas exorbitantes acabam desenvolvendo sérios problemas de saúde. Segundo a Revista Veja, a profissão que mais apresenta problemas psicoemocionais é operador de telemarketing. Esses profissionais são colocados em situações, extremamente, exaustivas com carga horária acima de 14 horas/dia. Muitos precisam deixar de lado as necessidades básicas, como ir ao banheiro ou um intervalo para o café e até mesmo sem hora de almoço, para atenderem a demanda de serviço. Segundo a O.M.S. (Organização Mundial da Saúde), cerca de 60% desses profissionais desenvolvem problemas de saúde, como ansiedade e graves crises de depressão, por conta do trabalho excessivo.

Por conseguinte, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Ministério do Trabalho, em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores, deve propor melhorias na fiscalização em empresas susceptíveis a exploração de trabalho, por meio de reforço no número de fiscais, bem como maior qualificação desses profissionais, a fim de ter investigações mais rápidas e precisas. Tais medidas devem fiscalizar a carga horária de serviço das empresas e também as condições de trabalho oferecidas aos funcionários. Além disso, deve ser observados o fornecimento de EPI’s (Equipamento de proteção Individual), pois é de direito de todo operário. Dessa forma, espera-se minimizar os problemas de saúde e psicológico dos trabalhadores, a fim de garantir qualidade de vida a essas pessoas.