A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 02/04/2020
A revolução industrial do final do séc. XIX levantou questões trabalhistas pontuais àquela época, hoje com a revolução tecnológica vivencia-se outro patamar de exploração trabalhista. De um lado motivada pela onda de desemprego trazida pela recessão econômica atual e o forte processo de automação; por outro, a carência da formação educacional da maioria dos trabalhadores, sujeitando-os à condições de trabalho sub-humanas.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar a onda de desemprego trazida pela recessão econômica, diminuindo deveras o número de vagas no mercado de trabalho; o que por si só submete o trabalhador a inúmeras explorações indevidas de seu trabalho, apenas para se manter numa vaga. Situação que intimida o empregado até mesmo a não exigir seus direitos trabalhistas. A automação também elimina de uma vez inúmeras vagas, induzindo os trabalhadores a subordinarem-se à exploração.
Acrescente-se a tais fatos a carência da formação educacional da maioria dos trabalhadores, o que os torna mão de obra barata e pouco exigente dos seus direitos. Formam assim uma grande massa interessante aos empregadores que visam apenas o lucro sem custos. E a manutenção dessa massa não qualificada e não exigente é o que alimenta a exploração trabalhista.
Diante do exposto, cabe ao governo investir mais em educação para que a população chegue ao mercado de trabalho mais qualificada e consciente dos seus direitos. Cabe também ao governo fiscalizar a exploração indevida do trabalho e punir severamente quem o faz; deve também aplicar e fiscalizar de forma mais eficaz e efetiva a execução das leis trabalhistas para proteger o trabalhador da exploração lucrativa e desumana dos empregadores.