A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 02/04/2020
Na atualidade, o setor de serviços é o que mais gera empregos e riqueza para a economia globalizada, o que faz com que a cadeia produtiva das empresas seja deslocada do chão das fábricas para o trabalhador autônomo ou assalariado do setor terciário. Diante disso, imensos impasses surgem, uma vez que a população se vê na obrigação de produzir cada vez mais, ignorando, em casos mais radicais, até as necessidades naturais do ser humano, como o descanso. Em soma a isso, um outro importante ponto a ser salientado é a desvalorização do empregado, pois mesmo com a alta produtividade os salários permanecem baixos.
Nesses termos, vale a realização de uma análise acerca dos elementos constitutivos do excesso de trabalho. Com as primeiras Revoluções Industriais, nos séculos XIII e XIX, as formas de se produzir os bens de consumo foram profundamente otimizadas, fato que majorou as horas de trabalho, provocando uma assimilação e permanência desta cultura trabalhista até nos dias atuais. Como prova desse fenômeno, pode-se mostrar a extenuante rotina laboral dos entregadores da cidade de São Paulo, estes que chegam a trabalhar 24 horas por dia, conforme apontou o jornal “Brasil el país”.
Sobreditas algumas das partes que circundam a temática proposta, é possível, ainda, mencionar os inexpressivos salários pagos aos lidadores nos dias hodiernos. Segundo Karl Marx, um filósofo moderno, o proletário tem o valor de sua mão de obra constantemente barateada, haja vista que sempre estão produzindo mais com a mesma remuneração. Com essa assertiva, o pensador sintetizou um importante aspecto dos problemas modernos, que é a manutenção da ínfima qualidade de vida dos trabalhadores e o aumento progressivo da exploração do empregador sobre o empregado.
Assim sendo, é notório que muitos são os conflitos existentes nas relações produtivas do mundo atual. Logo, faz-se necessária a criação de políticas que venham a proporcionar o máximo de contentamento possível, parafraseando o filósofo político inglês Jeremy Bentham. Portanto, o Governo Federal pode desenvolver propagandas de conscientização social sobre as altas cargas horárias de trabalho, orientanto a população a gerir melhor o tempo diário de descanso e de labor. Com isso, seriam fornecidas as devidas orientações para que a sociedade passe a ter uma vida mais correta no mundo capitalista. Ademais, urge que o Poder Judiciário, em consonância com as autarquias do Poder Legislativo, fiscalizem e criem diretrizes que punam empresas que se aproveitam da fragilidade do trabalhador, pagando salários incompatíveis com o trabalho realizado. Adotando-se essas medidas, o Brasil estaria caminhando rumo a um futuro no qual as pessoas não seriam mais subvertidas a insalubres atividades lucrativas.