A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 02/04/2020
De acordo com o filósofo grego Platão, em seu livro ‘‘A República’’, os indivíduos deveriam viver com sabedoria e com justiça, o que favoreceria a contemplação da necessidade de todos e destituiria as diferenças socias.Contudo ,na contemporaneidade, a dificuldade em lidar com a exploração no trabalho tem contrariado o raciocínio do antigo pensador, uma vez que a integridade de muitos cidadãos tem sido violada por atos deliberados e imorais.Dito isso,a avidez pelo lucro e a desigualdade entre as pessoas são pontos que valem ser destacados no Brasil.
Diante desse cenário, é válido ressaltar, inicialmente, que os preceitos do capitalismo , consolidados pelos empresários de todo o país, manifestam de forma desumana e exploratória no trabalhador comum.Sobre isso, o sociólogo alemão Marx dizia que a burguesia, para dominar o proletariado, estabeleceu táticas econômicas e cronológicas-como o aumento da jornada de trabalho-que permitissem lucros de grande magnitude, sendo a mais-valia a característica mais comum desse processo.Nesse sentido,a expansão do tempo nos postos de serviço e o desenvolvimento de aparelhos tecnológicos, como computadores, evidenciam o papel alienante e massivo sobre os trabalhadores,o que tem tornado a pirâmide financeira cada vez mais discrepante entre as distintas classes socias.Tal contexto demonstra, por conseguinte , um quadro de caos que precisa ser combatido, uma vez que a taxa da pobreza, segundo o IBGE, aumentou em mais de 10% sobre a população nacional.
Além disso, é mister salientar que a desigualdade social é um empecilho que dificulta o controle da exploração no mercado de trabalho.Isso ocorre porque, conforme o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro ‘‘Raízes do Brasil’’, os indivíduos se relacionam de acordo com uma cultura local.Nesse viés, a necessidade de serviço pelas camadas mais humildes da população e a informalidade tornam as relações empregatícias mais decadentes para o segmento subalterno e com paradigmas que estão longe de cumprir as leis trabalhistas, tornando tal situação um tabu a ser ultrapassado.Não é de se estranhar, portanto , que a contratação de funcionários sem carteira de trabalho seja recorrente, haja vista a facilidade de obter lucros exorbitantes sobre tais indivíduos.
Logo,a exploração no trabalho é um imbróglio que precisa ser minimizado.Assim,o Estado, para gerar um maior protagonismo do funcionário nos serviços, deve investir em leis trabalhistas,sendo isso com códigos de denúncia e com aumento de fiscais no mercado de trabalho.Ademais, a Mídia, com seu caráter persuasivo, deve conscientizar a população sobre a desigualdade social, por meio de campanhas a serem divulgados em meios diversos,como televisões e rádios, com o fito de tornar as relações no trabalho mais equilibradas. Dessa forma, a justiça,apregoada por Platão, será efetivada .