A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 02/04/2020
No governo de Getúlio Vargas, o povo clamou por mudanças no cenário trabalhista, uma vez que o Brasil possuía um grande número de casos de exploração no meio laboral, e o Estado criou as primeiras leis para os trabalhadores da nação. Entretanto, graças à leviandade da educação em propor uma reflexão sobre o tema, discutir a questão da justiça laboral não é mais uma das prioridades da sociedade moderna. Assim, o resultado direto desse cenário é o desconhecimento das leis trabalhistas por parte da população, corroborando para o aumento das injustiças no meio trabalhista. Por certo, urge mudanças.
Primeiramente, é importante ressaltar que a educação contemporânea, cada vez mais academicista, designa menos relevância às discussões sobre a exploração laboral. De fato, isso pode ser explicado pelo pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman, no seu livro “Modernidade Líquida”, ao afirmar que a sociedade é fluida no seu modo de priorizar temas que devem ser discutidos, isto é, os assuntos que eram pertinentes, como, por exemplo, a situação do trabalhador no governo de Vargas, tendem a se dissolver na liquidez do povo e a dar espaço a outros temas. Assim, é papel da educação manter no pensamento do povo a discussão sobre a exploração do trabalhador contemporâneo, visto que por ser um tema que foi tratado no passado pode ser dissolvido na modernidade líquida proposta pelo pensador, e resultar na desinformação da população sobre as leis propostas na CLT.
Outrossim, a população deve possuir conhecimento das leis para o combate à exploração no meio laboral, entretanto, graças pouca relevância dada pela escola ao tema, isso não acontece e deixa o povo mais suscetível às injustiças. Factualmente, tal cenário pode ser observado na obra literária “Vidas Secas”, ao demonstrar a situação de Fabiano, personagem principal, exemplo de trabalhador sem conhecimento algum sobre as leis trabalhistas, que era constantemente explorado por seu patrão, um grande fazendeiro. Indubitavelmente, nesse livro, o autor quis fazer o leitor inferir que a desinformação tem um papel crucial na afirmação da exploração trabalhista vivenciada pelo protagonista. Portanto, urge que a população seja informada sobre as suas obrigações e deveres no mercado de trabalho, para que se tenha cada vez menos situações iguais a da ficção.
Por fim, para atingir o fim da exploração trabalhista contemporânea, o Ministério da Educação, por meio de um projeto de formação contínua, deve propor palestras para os alunos do Ensino Médio, ministradas por professores especializados, que informem os jovens sobre as leis trabalhistas e a importância de se debater sobre elas na sociedade. Com certeza, essa medida vai servir para afirmar a força do projeto de Lei do governo Vargas contra as injustiças no mercado de trabalho.