A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 03/04/2020
O filme ‘‘Tempos Modernos’’ idealizado por Charles Chaplin, retrata á vida de operários durante a revolução industrial, na qual eles eram submetidos a um modelo de produção que visava o lucro e não era de acordo com suas condições físicas e psicológicas. Hodiernamente, observa-se na sociedade moderna, uma situação semelhante no que diz respeito ao fantasma da exploração que persiste em algumas relações empregatícias - disfarçado em horas extras não pagas e na falsa relação familiar entre empregada doméstica e patrão. Nesse contexto, é importante analisar a herança histórico-cultural, bem como, a negligência do poder executivo como principais motivos para a perpetuação da exploração trabalhista atual, a fim de promover medidas eficazes que atenuem o problema. Primordialmente, cabe considerar que quase 132 anos após a abolição da escravatura no Brasil, situações análogas de exploração ainda são registradas. Longas jornadas de trabalho, salários baixos e ausências de garantias ou proteções legais configuram a realidade de pouco mais de 1054 pessoa por ano, de acordo com o Radas da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT),que deixa claro a urgência de políticas públicas eficazes para reverter esse quadro.
Outrossim, a negligência do poder Legislativo corrobora para ampliar os obstáculos. Consoante Aristóteles no livro ‘‘Ética á Nicômaco’’, a política serve para garantir boa qualidade de vida aos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado, sobretudo, no Brasil á medida que há uma série de leis trabalhistas que protegem a classe ploretária , porém, nem sempre são aplicadas ao trabalho formal no século XXI, desrespeitando o artigo 193 da Constituição cidadã: ’’ A ordem social tem como base o primado do trabalho,e como objetivo o bem-estar e as justiças sociais’’.
Portanto, é mister que o estado tome providências para superar o impasse atual. Para conscientizar a população a respeito dos seus direitos, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que enfatizem os direitos trabalhistas do cidadão e ao mesmo tempo estimulem as pessoas a denunciarem situações de exploração. É importante ainda, que o poder legislativo seja mais severo em suas punições, elevando as sentenças e multas para todo e qualquer tipo de exploração. Somente assim, será possível atenuar a exploração trabalhista e promover o bem-estar social.