A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 03/04/2020

Altos lucros dos empregadores. Baixas remunerações à classe operária. Longos períodos de trabalho. São essas e outras, a realidade enfrentada diariamente por trabalhadores concentrados tanto nos centros urbanos, quanto nas áreas rurais espalhadas pelo Brasil. No entanto, esse descaso ocorre pela grande fome capitalista em acumular capitais e pelo menosprezo estatal ao não realizar e intensificar as fiscalizações trabalhistas.

De acordo com a PNAD Contínua – Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua Mensal –, no trimestre encerrado em janeiro de 2020, 11.9 milhões de pessoas se encontravam desempregadas. Dessa forma, todo esse caos no mercado de trabalho brasileiro, induz parte da população ao trabalho informal, onde por necessidade, aceitam remunerações inferiores ao salário mínimo em troca de carga horária maior do que 8 horas diárias. Nesse contexto, empregadores acabam por se aproveitar do descaso vivido por muitos brasileiros, já que o Estado não se dispõe a realizar fiscalizações contra esses atos desumanos.

Assim sendo, são inúmeros os sofrimentos que caem sobre os proletários, como ambiente de trabalho insalubre, maus tratos, má alimentação entre outros. Infelizmente essa realidade acaba por se tornar algo cada vez mais comum no mundo contemporâneo, o que deixa claro uma ligação direta com o passado e nada de avanço nas questões do amparo ao trabalhador, o que afronta totalmente o estabelecido pelos Direitos Humanos. Vale ressaltar, que essa forma de “escravidão” exercida sobre os operários, são inadmissíveis perante ao século XXI e todo o avanço tecnológico vigente.

Em síntese da problemática exposta, é necessário que o Ministério do Trabalho juntamente com o Governo Federal, reforcem as fiscalizações em território nacional e punam severamente os empresários que não cumprem seus deveres perante aos empregados, sejam estes formais ou informais, de maneira que sejam aplicadas multas e sanções nas quais deixem essas empresas inadimplentes perante a União, onde não possam conseguir empréstimos, benefícios e nenhum tipo de regalia, seja com o Estado ou bancos privados. Se feito isso, será possível acabar com essa realidade em nosso país, e que de fato, alcancemos o progresso descrito na bandeira da pátria brasileira.