A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 03/04/2020

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Contudo, a exploração de trabalhadores afasta o Brasil diante desse pensamento. Com isso, ao invés de tentar aproximar da realidade vivida por Platão, fatores como a negligência governamental, bem como a falta de difusão pelos os meios midiáticos contribuem para a situação atual.

Convém ressaltar, a princípio, a inobservância estatal como um agente ativo e determinante para que o impasse persista. De acordo com o filosofo Stuart Mill, no livro “Utilitarismo”,  a mais honrosa das ocupações é fazer o que é certo. Entretanto, verifica-se, na esfera brasileira, que o Estado faz o oposto do preconizado pelo o utilitarista, visto que não há projetos voltados que visam supervisionar a leis já antes garantidas aos trabalhadores, ocasionando injustiças no meio trabalhístico. Assim, mitos e concepções deturbadas sobre igualdade e justiça são criadas e normalizadas pela a sociedade. Indubitavelmente, enquanto esse descaso permanecer a exploração continuará sendo uma realidade ao povo brasileiro.

Além disso, outra dificuldade é a insuficiência dos meios comunicativos como impulsionadora da problemática. Conforme o filósofo grego Aristóteles, na obra “Ética a Nicômaco”, as carências acarretam as mazelas sociais. Sob tal ótica, é inegável que a escassez informacional gera impactos na população brasileira, visto que não explanar, frequentemente, sobre a existência de trabalhos exploratórios e desrespeito com o profissional, proporciona a padronização do impasse. Certamente, esse fato revela uma face perversa em um país em pleno desenvolvimento.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar à temática. Então, cabe ao Estado, juntamente com a grande Mídia, desenvolver palestras e campanhas, de modo que sejam transmitidas,constantemente, em canais televisivos abertos e que permitam o acompanhamento em lugares públicos, com objetivo de demonstrar as possíveis formas de abusos e injustiças no ambiente de trabalho. Além disso, é dever do Estado promover a igualdade entre patrão e empregado, com intuito de proteger o trabalhador diante de qualquer sistema abusivo e garantir seu direito perante as leis. Consequentemente, o Brasil poderia viver mais próximo do pensamento proposto por Platão.