A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 03/04/2020

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. O desemprego gerado a partir do advento da Terceira Revolução Industrial, por causa da automação de diversas áreas, trouxe a desvalorização da necessidade da mão de obra qualificada para diversos setores. O que vem se tornando uma questão grave na vida profissional de muitos por conta do seu distanciamento de utilidade dentro do mercado capitalista, fazendo com que muitos aceitem, de modo muitas vezes inconsciente, a exploração trabalhista enquanto encontra-se inserido no ambiente de trabalho ou durante sua contratação.

A Terceira Revolução Industrial trouxe consigo um imenso advento tecnológico, que tornou possível a criação de muitas áreas de atuação que utilizam dos novos meios de comunicação e conexão, os quais foram potencializados pelo fenômeno da globalização. Hodiernamente, muitas áreas que são imprescindíveis dentro de empresas, fábricas ou qualquer outro ambiente de trabalho, não necessitam mais de interferência humana para sua realização, o que ocasionou a substituição de pessoas com mão de obra qualificada por máquinas que desempenham a mesma função por um melhor custo benefício. Sendo esse o principal ponto atrativo para diversas empresas e instituições.

A exploração trabalhista do ponto de vista salarial é a que ocorre com maior frequência dentro de vários contextos. Outrossim, países em crise econômica, como o Brasil, enfrentam uma grande insegurança trabalhista por parte de seus cidadãos, que não podem declarar com certeza a sua permanência atuando em determinada área. Essa insegurança os leva, muitas vezes, a aceitar condições de trabalho precárias e condições salariais que não condizem com o ideal ou o justo, principalmente aqueles que, mesmo com mão de obra qualificada, não podem contradizer os termos do empregador, já que muitos desses empregadores possuem o pensamento de que “se você não quer, existem muitos lá fora que aceitariam o mesmo por muito menos”, o que deixa o trabalhador à mercê de quem oferece a oportunidade de trabalho.

Destarte, fica claro que a exploração do trabalhador é característica de um contexto político e socioeconômico conturbado, visto principalmente em países emergentes que se encontram em instabilidade econômica. Portanto, cabe ao Ministério da Economia proporcionar aos cidadãos atividades como palestras e workshops, em âmbito público e privado, sobre a estruturação de um sistema trabalhista justo e rico em oportunidades, além da criação de políticas e diretrizes para geração de empregos e fiscalização do trabalho, visando a melhoria da qualidade de vida e oportunidades de sua população.