A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 04/04/2020

A exploração trabalhista no mundo moderno tem reflexos nos primeiros anos da revolução industrial. O modo de trabalho como conhecemos hoje surgiu no século XVIII, com a criação das primeiras tecnologias que permitiu ao homem transformar recursos naturais em produto comercial. Naquele momento, já se observava a relação de três elementos com a exploração do trabalhador. Em alguma medida esses elementos se transformaram, no entanto, continua a facilitar o abuso do trabalhador.

A divisão do trabalho, com alguma distinção, continua a possibilitar à exploração do trabalhador. Anos após a revolução industrial, entrou nas empresas a linha de produção, cada trabalhador fazia apenas uma atividade, sendo obrigado à permanecer no seu local de trabalho para não interromper a produção. Nos dias atuais, a linha ainda permanece em algumas empresas, alias, ela adquiriu uma proporção interempresas, realidade criada pelas empresas terceirizadas. Nessa situação, o trabalhador é deslocado para locais de trabalho distintos segundo a necessidade da empresa.

Nos primeiros anos de indústria, o trabalho feminino era constantemente explorado, contando por vezes com a participação ingenua da mulher (sem questionar a sociedade patriarcal e machista que as obrigava a tal atitude). Para demostrar capacidade para o trabalho, e, consequentemente mantê-lo, as mulheres se submetiam a situações abusivas, como trabalhar períodos prolongados, trabalhar nas horas de folga. Hoje, observa-se a mesma situação, segundo dados, as mulheres se preparam melhor para a vida profissional, no entanto, não são reconhecidas. Situação que as incita à se esforçarem mais por reconhecimento, por vezes, abrindo mão do próprio direito.

Como terceiro elemento, a ignorância é responsável em parte pela exploração do trabalhador. Os quebradores de maquinas eram trabalhadores insatisfeitos com o desemprego, os quais atribuía a máquina à falta de trabalho. Eles invadiam as fabricas e destruíam o maquinário. Reação que ignorava a situação de desemprego e da exploração. Nos últimos anos, observou-se a fúria de alguns trabalhadores do transporte urbano contra a instalação de uma empresa internacional de transporte de passageiros: Uber. Contrários a concorrência, alguns taxistas destruíram carros da multinacional, brigaram com motoristas. Atitudes semelhante à dos quebradores de máquina.

Diante das equivalência entre os primeiros anos da revolução industrial e o período moderno, é evidente a continuidade entre épocas, com reflexos na situação de exploração. Como solução para tal aproveitamento exige-se uma retomada reflexiva da história. Isto é possibilitado pela garantia de uma educação de qualidade, responsabilidade do governo, com maiores investimentos em educação. Dessa forma, forma-se um cidadão crítico, apto a questionar o passado e não reproduzi-lo no presente.