A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/04/2020
Cansaço, falta de senso coletivo, ansiedade, depressão. Esse é o perfil emocional de grande parte dos trabalhadores, na sociedade contemporânea. No entanto, os direitos trabalhistas, mais do que conquistas do proletariado, são a garantia de dignidade e bem estar dos trabalhadores. Portanto, não é razoável que a questão da exploração e do abuso sofrido por operários seja tratada com descaso. Com efeito, os Estados devem tomar atitudes para solucionar esse problema.
A falta de comprometimento das empresas com os trabalhadores sem dúvidas é um dos grandes agravantes do desgaste da mão de obra, pelo simples fato de quanto mais baixa a sua posição hierárquica, mais simples a sua substituição. Isso trás no indivíduo uma obrigação de não cometer erros e tentar ao máximo ser perfeito, para que, muitas vezes, não lhe falte alimento dentro de casa.
Dessarte, pela facilidade de encontrar mão de obra barata, os indivíduos que ocupam cargos mais altos e importantes perdem a empatia com os demais trabalhadores, já que, como defendia Maquiavel, ‘‘os fins justificam os meios’’ e, muitas vezes, os meios para o sucesso fogem ao senso de coletividade. Porém, também existem empresas modelos quando o assunto é preocupação com o trabalhador, como o Google, que já ganhou diversos prêmios de melhor empresa pra se trabalhar, tendo uma preocupação tanto física quanto mental com os seus funcionários, seguindo um pensamento de que ‘‘colaboradores mais felizes e satisfeitos são mais produtivos e rendem mais’’, segundo pesquisas feitas no Reino Unido em 2017.
Fica claro, pois, que o conturbado cotidiano de trabalho deve mudar. Para que haja melhora nas relações trabalhistas, o Ministério do Trabalho deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, bem como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, a preocupação com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, cobrança pelos seus direitos por parte da sociedade.