A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 04/04/2020

A indústria artística estadunidense tomou forma nos anos de 1960, mas somente em 1990, no chamado “New Pop”, teve sua ascensão, desde esse momento artistas tornaram-se celebridades e obtiveram papel de influenciadores. Nesse contexto, uma grande gama de consumidores surgiram e consequentemente, para manter padrões consumistas, aceitaram normas abusivas para obter dinheiro, submissão vista desde a criação da máquina de fiar, no século XVIII durante a revolução industrial, entretanto, agravada com o surgimento da cultura “Pop”.

Ademais, os preceitos impostos pela mídia, sobretudo ao que se refere ao meio artístico, indicam quanto a necessidade de consumir está difundida no senso comum. Dessa maneira, os sociólogos Adorno e Horkheimer afirmam que a indústria cultural estimula a ideia de consumir, o que causa nas pessoas o puro desejo de uma sociedade capitalista, o ter. Em vista disso, o cumprimento voluntária de práticas trabalhistas abusivas tornou-se rotineiro.

Consequentemente, a ideia de trabalhar para consumir algo tornou os empregados meras marionetes do sistema industrial. Sobre isso, Zygmunt Bauman, em “Modernidade Líquida”, diz que na pós-modernidade, os indivíduos obedecem a uma rotina e normas sociais e em troca fogem do “inferno”, que é um estado de incerteza. Na verdade, a infelicidade encontrada ao se negar pretextos sociais faz com que o indivíduo torne ao modelo de liberdade permitido pela vida social, sinalizando que ele está preso por grilhões inerte a possibilidade de desvincilhamento do meio, a sociedade.

Destarte, os seres humanos devem debater os impactos dos abusos trabalhistas, visando a reflexão sobre o consumismo exacerbado. Além disso, é de suma importância a união das pessoas, para a criação “websites”, cartazes informativos, banners e a organização de manifestações, buscando expor as celas nas quais os trabalhadores, mesmo sem saber, estão contidos e as consequências dessa crescente robotização dos seres humanos. Pois, somente assim, será quebrado o paradigma consumista imposto pela indústria estadunidense desde 1960.