A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/04/2020
Na segunda metade do século XVIII, teve início, na Inglaterra, a Primeira Revolução Industrial, processo que transformou radicalmente as relações trabalhistas. Dessa forma, os operários foram submetidos a longas jornadas de trabalho em locais, muitas vezes, insalubres, para que as indústrias pudessem produzir o máximo possível no menor período de tempo. Na sociedade moderna, mesmo séculos depois, verifica-se a persistência da exploração trabalhista. Logo, é necessário analisar os fatores que causam tal problemática.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a globalização e os avanços tecnológicos geraram inúmeras mudanças nas relações de trabalho, como por exemplo, o aumento da concorrência entre os trabalhadores e a necessidade cada vez maior de especialização profissional. Como resultado desse cenário, muitos indivíduos se submetem a condições de exploração da sua força de trabalho para garantirem seus empregos. Tal fato pode ser comprovado tendo em vista o resultado de uma pesquisa do site de notícias G1, a qual afirma que quase metade dos profissionais brasileiros trabalham até onze horas por dia, sendo que a jornada máxima estabelecida por lei é de oito horas diárias.
Além disso, verifica-se que a situação de desemprego que, segundo dados do IBGE, afeta 11,2% dos brasileiros, também contribui para a exploração trabalhista, já que grande parte das pessoas que não conseguem uma ocupação formal se submetem a condições de trabalho que muitas vezes estão à margem da legislação trabalhista. É o caso, por exemplo, dos entregadores de aplicativos como Ifood e Uber Eats, que não possuem a garantia dos direitos estabelecidos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar esse problema. Cabe ao Ministério da Economia, por meio de maiores investimentos na capacitação profissional dos trabalhadores, desenvolver políticas de incentivo a criação de empregos, a fim de mitigar a exploração trabalhista. Além disso, o Ministério da Justiça deve aumentar a fiscalização sobre as empresas para garantir que os direitos trabalhistas sejam cumpridos.