A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 09/04/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a exploração trabalhista, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo trabalho escasso, seja pelo descaso com a saúde mental do trabalhador.
O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, retrata a situação dos operários perante à Revolução Industrial, na qual eles eram submetidos a uma forma de produção que tinha como único objetivo o lucro, independente das condições físicas e psicológicas dos trabalhadores. É inegável que essa obra seja considerada atemporal, pois, mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, como jornada de trabalho definida, férias remuneradas, entre outros, o fantasma da exploração ainda está presente nas relações empregatícias. Ademais, é evidente que existe uma hierarquia, na qual o maior prejudicado é o elo mais fraco da relação - o trabalhador.
Outrossim, destaca-se o descaso com a saúde mental do empregado como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotado de exterioridade e coercitividade. Seguindo esse pensamento, observa-se, nesse sentido, o aumento dos casos de depressão, que, quando não são tratados, levam o indivíduo a desistir da própria vida. Assim, as relações familiares são abaladas, surgem problemas de saúde, pois, muitas vezes, não há tempo para comer, dormir, e os indivíduos perdem a empatia, já que, frequentemente, os meios para o sucesso fogem do senso de coletividade.
Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Para que haja melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve investir, garantindo e ampliando as garantias e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe a órgãos públicos, assim como os privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelos seus direitos. Dessa forma, o Brasil poderia superar a exploração trabalhista.