A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 05/04/2020

O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, realiza um crítica ao sistema capitalista de produção. Fora das telas, entretanto, a sociedade contemporânea ainda mantém relação de semelhança na exploração trabalhista conforme foi abordado por Chaplin. Isso se deve às restrições financeiras da sociedade e à inércia estatal. Assim, é vital compreender as causas desse problema a fim de minimizar essa relação abusiva.

Antes de tudo, vale ressaltar que no Brasil existe uma grande desigualdade social. A esse respeito, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou em 2019 que 20% da renda concentrava-se em cerca de 3% dos brasileiros. Por outro lado, aproximadamente 70 milhões de famílias recebiam menos de dois salários mínimos. Evidentemente, essa relação desproporcional contribui para a exploração do cidadão mais vulnerável. Logo, esses dados preocupantes são um alerta para o fato de que, se nada for feito, essa realidade se perpetuará.

Somado a isso, o Estado mostra-se ineficaz na redução dessa discrepância social. Consequentemente, em 2017 foi realizada a Reforma Trabalhista, através da Lei Nº 13.467, o que impactou negativamente os trabalhadores. Assim, destaca-se os principais pontos da reforma: jornadas de trabalho diárias de até 12 horas, intervalos de 30 minutos, grávidas podem trabalhar em ambientes insalubres e a adoção do trabalho intermitente. Por conseguinte, a população, que já estava em situação de vulnerabilidade, teve seus direitos trabalhistas usurpados.

Percebe-se, portanto, que a exploração trabalhista é prejudicial para a sociedade moderna. Nesse sentido, o Governo Federal, com apoio do Ministério do Trabalho, deve promover uma nova reforma trabalhista. Assim, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição, deve-se revogar os aspectos que afetam diretamente a saúde e a renda do trabalhador, como por exemplo: manter a insalubridade para grávidas e eliminar do contrato intermitente. Com isso, espera-se minimizar a exploração do cidadão e se distanciar da realidade retratada por Chaplin.