A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 13/04/2020

Na obra ‘‘Utopia",  do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se  pela ausência  de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a exploração trabalhista apresenta entraves para a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária, analisar não só os frutos ,mas também as raízes desse empecilho é uma medida que se faz imediata.

Em primeira perspectiva, é vale destacar  Poder Publico como promotor de tal cenário deletério. O filósofo italiano Norberto Bobbio afirma que a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e à consideração por parte do Estado. Nessa lógica, é notável que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que não proporciona emprego para a coletividade, o que leva a sociedade à busca de quaisquer oportunidades de trabalho sem se preocupar  como a exploração ou não.

Como segunda constatação, vale lembrar que, o nascimento e consolidação da industria na Inglaterra  por meio da revolução industrial causou grandes transformações na economia mundial, assim como no estilo de vida da humanidade. No entanto, a Revolução Industrial também trouxe uma série de condições inóspitas aos trabalhadores. De modo análogo,  contemporâneamente, as condições tornaram-se pior, impende ressaltar, o descaso com as doenças ocupacionais e com a saúde psicoemocional da classe operária. Nesse  sentido, cada vez mais, aumentam os caso de depressão dos trabalhadores, que, quando não tratado podem levar o indivíduo ao suicídio.

Portanto, partindo do pressuposto  que a exploração trabalhista contemporânea é uma conjuntura hostil, é  imprescindível que  medidas sejam implementadas para atenuar tal cenário nefasto. Sendo assim, cabe ao Ministério Publico Federal, por meio de ações judiciais avaliadas e elaboradas pelo Poder Judiciário denunciar os casos  de explorações trabalhistas, por ferir a dignidade humana. Ademais, é mister  que as instituições de ensino, particulares e publicas sob a supervisão do Ministério da Educação promovam aulas a respeito do trabalho, do seu valor, e das suas consequências, diferenciando-o da exploração. É incumbência  do Tribunal de contas da União direcionar subsídios para campanhas publicitarias instruindo  a coletividade sobre a irresponsabilidade da exploração trabalhista, somente assim podemos chegar em uma sociedade perfeita, tal como descrita na obra “Utopia”.