A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 16/05/2020
O Iluminismo e as Revoluções Francesas, no passado, buscaram por condições justas, como por exemplo: maiores salários, menores jornadas de trabalho e a proibição de trabalho infantil. Contudo, as extensas jornadas de trabalho que deram inicio às grandes revoluções estudadas nos livros de história ainda fazem-se presente no século atual, sobretudo nas camadas menos favorecidas da sociedade, sem que o trabalhador se revolte e exija seus direitos, pois ser explorado é o que garante à sua família o sustento.
Em primeiro instante, convém mencionar que, o mercado de trabalho cada vez mais exigente contribui de forma significativa para a perduração da realidade de milhares de brasileiros que mantém um trabalho informal. Nesse sentido, aqueles que não receberam educação pública de qualidade e não podem pagar por uma escola privada são os mais prejudicados. Além disso, muitos trabalhadores, por uma formação menos privilegiada, desconhecem seus direitos trabalhistas, bem como como exigi-los.
Outra observação importante é acerca dos trabalhadores que estão sujeitos ao trabalho análogo ao escravo, mesmo após 130 anos da abolição no Brasil. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, 25 milhões de pessoas foram forçadas a trabalhar, entre elas, o maior número representadas por mulheres e crianças. O cenário onde a violação de direitos humanos mais ocorre é no norte do País nas grandes fazendas de café, que por sua vez, são justificadas pelos responsáveis como “trabalho como forma de pagar dívidas ao empregador”. Conforme os Agentes de Trabalho, grande parte dos trabalhadores resgatados retornam às fazendas por vontade própria, visto que, devido a baixa escolaridade, não conseguem emprego.
Dessa forma, é preciso que medidas sejam tomadas para que, em tempos modernos, os direitos humanos sejam respeitados. Logo, faz-se necessário que a estrutura de ensino seja modificada, ampliando as oportunidades aos alunos de rede pública para que possam adentrar no mercado de trabalho preparados. Assim, cabe ao Ministério da Educação e às Prefeituras ofertar aulas extracurriculares em contra turno para aqueles alunos que possuem dificuldades no aprendizado, e também cursos que são exigidos por empresas, como inglês e planilhas. Outrossim, cabe ao Governo e ao Ministério de Trabalho fiscalizar, multas e punir o empregador que desrespeitar as leis trabalhistas. De certo, este é o princípio para as mudanças no país a respeito do trabalho e do trabalhador.