A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 07/04/2020

Na obra “ A República “, Platão expõe sua concepção de sociedade, política e arte. Além disso, o filósofo propõem um utópico Estado ideal, na qual todas as peças devem ser encaixadas no lugar correto, para um perfeito funcionamento. Sobretudo, o Brasil se opõe ao ideário de Platão, pois a existência da exploração trabalhista promove uma desorganização nas peças dessa ficção. Partindo desse desígnio, as altas jornadas de trabalho atrelado a remuneração insuficiente aos trabalhadores, estão entre os empecilhos que corroboram para continuidade dessa problemática.

A priori, é evidente a exploração trabalhista mediante as enormes jornadas de trabalho enfrentas pelos trabalhadores. Na Era Vargas, durante um processo de reforma social e política, houve a consolidação das leis trabalhistas na qual foi assegurado diversos direitos ao trabalhador. Sobretudo é notório que por meio do governo, essa normativa não é cumprida, pois os direitos não são completamente garantidos à população. Frente a isso, torna-se indispensável uma ação afim de atenuar esse impasse.

Outrossim, pode-se afirmar que a Revolução Industrial transfigurou o significado de trabalho. Algumas ocupações, hoje, são ditas como análogas à escravidão devido ao fato das péssimas condições que os trabalhadores são submetidos, bem como os escassos salários e áreas insalubres. Desse modo, torna-se evidente a tamanhas necessidade de um órgão fiscalizador para que situações como essas deixem de ocorrer.

Fica claro, portanto que medidas são necessárias afim de atenuar a exploração trabalhista. Logo, o Governo Federal deve aumentar o número de órgãos fiscalizadores, por meio de investimentos, em todos os setores de trabalho, com o objetivo de diminuir descasos aos trabalhadores e, também, averiguar suas condições de trabalho. Ademais, é dever das empresas, garantir o direito de seus empregados, permitindo ter um pleno exercício de seus ofícios.