A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 07/04/2020

Revolta do século XXI:Exploração trabalhista

É inegável que, em consonância com o filósofo São Tomás de Aquino,”todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância,além dos mesmos direitos e deveres”.Contudo,é perceptível que essa reflexão é incoerente nos dias hodiernos,uma vez que há condutas análogas à escravidão, à medida que há uma exploração trabalhista na sociedade brasileira.Isso é desencadeado pela segregação social e negligência governamental.Dessa forma, é crucial que medidas sejam estabelecidas para mitigar esse descaso.

A priori,cabe ressaltar que, segundo o pensador Michel Foucault,”é preciso mostrar para as pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos”.Tal afirmativa,vincula-se à jornada exaustiva em que os cidadãos se submetem,tornando-os,por conseguinte,trabalhadores forçados.Isso está associado em virtude da segregação social, visto que a maior parte da exploração concentra-se na população periférica. Isso suscita o aliciamento em razão da perspectiva de um futuro próspero devido à desigualdade social.

Outrossim,de acordo com o filósofo Aristóteles,‘‘a política serve para garantir a felicidade do cidadãos”.Entretanto, observa-se que essa premissa não é efetivada na prática, visto que as condições de exploração trabalhistas ocorrem devido à insuficiência de fiscalizações contra o trabalho análogo à escravidão.Isso contribui para privação da liberdade e anulação de direitos,como,por exemplo, direto à saúde e segurança.Vê-se que ,hodiernamente, os jovens e adolescentes se submetem a empregos que estão análogos à escravidão, em razão da baixa especialização e o aumento de desemprego.

Dessarte, é imprescindível que intervenções sejam estabelecidas para atenuar essa problemática. Diante disso, é fulcral que o Ministério do Trabalho, em concrescência com a Polícia Federal, promova projetos de fiscalização, nos centros urbanos e rurais, com o fito de sanar a escravidão e garantir o direito de liberdade às vítimas. Além disso, é essencial que às escolas promovam projetos, como oficinas a fim de discutir sobre a importância da liberdade social em relação à exploração de trabalhadores, tornando, portanto,o debate entre os alunos acerca da escravidão em pleno século XXI.