A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 07/04/2020

A primeira Revolução Industrial trouxe mudanças nas dinâmicas trabalhistas de todo o mundo, de forma que as novas organizações de produção significavam maior eficiência e menores qualidades de trabalho para os operários. Ainda hoje, percebe-se que tais práticas ainda exercem suas influências nas relações laborais. A exploração trabalhista que para muitos é tida como algo extinto, ainda está presente em todo mundo, devido à falta de regulamentação governamental e ao descaso com profissões braçais. Percebe-se então que são necessárias medidas que visem a erradicação de práticas exploradoras no âmbito trabalhista.

Em primeira análise, vale considerar que a exploração laboral é uma problemática pouco abordada atualmente. Nesse mesmo viés, cabe analisar as ideias de Hannah Arendt, filósofa alemã, que disse que problemas sociais ou situações graves podem ser banalizadas por já serem comuns em certas comunidades, conceito esse que ela chama de “banalidade do mal”. Sobre a mesma ótica, vale perceber que a exploração trabalhista já é um óbice pouco abordado por governos ou entidades públicas, que fazem com que a situação permaneça presente na sociedade, de forma que muitos trabalhadores tenham jornadas de trabalho desumanas em condições precárias e com péssimas remunerações.

Ademais, é importante perceber como os trabalhos braçais e de pouca formação técnica são marginalizados pela sociedade. De acordo com o filósofo e matemático britânico, Bertrand Russel, na sociedade existem dois tipos de trabalhadores: os braçais e os proprietários ociosos. De forma que sem os braçais, a sociedade não funcionaria, visto que são eles quem produzem. Dessa forma, Russel disse que o caminho para a solução dessa problemática, seria a maior valorização da mão de obra. Nesse mesmo viés, percebe-se que as relações laborais exploratórias se concretizam por meio da desvalorização de um dos pilares da produção capitalista.

Percebe-se, portanto, a necessidade de que sejam adotadas práticas pelos sindicatos em conjunto com os governos que visem regulamentar as relações trabalhistas. Dessa forma, devem ser sancionadas leis que diminuam a jornada de trabalho e estabeleçam remunerações mais justas, tendo em vista a maior valorização dos trabalhadores que se encontram nessas situações. Além disso, é importante que o governo tome medidas que garantam a aplicações dessas leis, por meio da criação de orgãos que fiscalizem as condições de trabalho, a fim de garantir a concretização de uma dinâmica laboral mais justa. Por meio dessas medidas, a idealização de Bertrand Russel, de que os trabalhadores deveriam ser mais valorizados, estaria concretizada.