A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 08/04/2020
Com a primeira revolução industrial no final do século XIX, as relações de trabalho foram modificadas, fator que resultou em transformações no modo de interação do homem com o mundo. A renda passou a ser concentrada nas mãos de poucos e a desigualdade social, pobreza e exaustão enraizaram-se na vida do proletariado. Desde então, tornou-se corriqueiro no mundo globalizado a exploração do trabalhador, que para sobreviver se submete a uma quase escravidão.
Em primeiro plano,é importante ressaltar que,o baixo nível de escolaridade de populações carentes impede que pessoas que vivem nessa realidade econômica adquiram trabalhos de qualidade, segundo o IBGE, a taxa de desemprego nacional chegou a 11,8%. Com isso, essa população sujeita-se a atividades mal remuneradas e cargas horárias excessivas para garantir o sustento familiar.
Segundo dados do Ministério de Trabalho, o escravo contemporâneo habita os meios rural e urbano e é submetido a trabalhos forçados, a jornadas exaustivas, a condições degradantes de trabalho ou a servidões por dívida. São formas mais sutis de exploração, que, entretanto, violentam a própria condição humana dos trabalhadores ao suprimirem os mais básicos direitos, como alimentação, higiene e o exercício de um trabalho digno.A baixa fiscalização serve de estímulo a esses criminosos que sem o medo de serem pegos, continuam explorando mão de obra.
Diante do exposto, é necessário adotar medidas que coíbam o problema apresentado. A Organização Internacional do Trabalho deve impor aos países,através de um plano de metas,uma alta fiscalização e um número maior de leis que visam proteger o trabalhador,além de criar um portal onde civis poderão realizar denúncias contra a exploração do trabalhador.Cabe também ao Ministério de Educação implantar escolas e creches em lugares onde o ensino é precário e oferecer cursos para a população sem ensino superior. Dessa maneira, a exploração trabalhista irá minimizar-se.