A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 07/04/2020

Muito se discute acerca dos entraves que assolam o país, sobretudo em relação a qualidade de vida: excesso de trabalho. A Revolução Industrial, que aconteceu no século XVIII, na Inglaterra, transmutou o mundo e moldou a idade contemporânea. Naquele cenário, os trabalhadores eram obrigados a ter longas jornadas de trabalho. Por volta da década de 30, no governo de Vargas, os trabalhadores brasileiros conquistaram seus direitos, todavia, ainda existe problemas com a jornada de trabalho. Dessa forma, é necessário analisar as causas, efeitos e persistência desse panorama.

Em uma ótica inicial, torna-se importante ressaltar a razão dessa grande quantidade de horas persistir. A Isma-Brasil, uma instituição internacional, em 2009, entrevistou 1000 executivos e constatou que 62% estão insatisfeitos. Dessa forma, pode-se concluir dessa pesquisa que, mesmo insatisfeitos os trabalhadores não buscam a mudança, e que um dos motivos é o medo de perder a estabilidade econômica. Nesse aspecto, nada acontece, pois como dizia o jornalista e romancista Bernard Shaw, “não há progresso sem mudança”.

Sobre um prisma secundário, nota-se os malefícios que esse imbróglio implica. Segundo uma pesquisa conduzida pela University College London, trabalhar mais de 50 horas semanais aumenta cerca de 40% a chance de ter uma arritimia cardíaca, além de tendenciar ao sobrepeso, estresse, e entre outros problemas. Assim sendo, infere-se que essa temática não se trata apenas de uma insatisfação dos trabalhadores, mas também de um caso de saúde pública.

Por conseguinte, vale salientar que os órgãos públicos tem como função auxiliar a sociedade, logo, cabe a eles ações para intervir nessa situação. Dessa maneira, o Ministério da Saúde deve criar parâmetros a serem seguidos pelos trabalhadores. Assim, o Ministério do Trabalho deve colocar em prática as recomendações criadas pela saúde. Dessa forma, é possível que problemas associados ao trabalho sejam extintos.