A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 07/04/2020
A modernidade líquida, desenvolvida pelo filósofo Zygmunt Bauman, é caracterizada pela agilidade em que as relações trabalhistas que compõe a sociedade são desenvolvidas. Em contraste ao pensamento de Bauman, é evidente o descompasso na fiscalização no ambiente de trabalho e o aproveitamento, por parte dos empregadores, de grupos socialmente marginalizados para obtenção de lucro. Diante dessa perspectiva, são necessários recursos capazes de sanar esse problema.
Deve-se pontuar, de início, a questão do supervisionamento das condições de trabalho como fator determinante. Tendo em vista a Carta Magna, que declara condições análogas à de trabalho escravo- jornadas exaustivas, trabalho forçados- violação do direito fundamental do ser, a realidade da aplicação efetiva em que a sociedade moderna se encontra é outra, uma vez que o Ministério do Trabalho e Emprego falha em ações e políticas públicas no que tange à fiscalização da situação dos trabalhadores em seu núcleo profissional.
Ademais, convém ressaltar a exploração de indivíduos socialmente fragilizados. Considerando-se a obra cinematográfica “Tempos Modernos”, protagonizado por Charlie Chaplin- cujo contexto social é de extrema pobreza- Charlie é submetido à péssimas condições de trabalho com repetições de jornadas frenéticas e obrigatórias. Nesse sentido, a condição monetária torna-se fator para a exploração e perpetua-se a transformação do trabalhador em peças para a obtenção do lucro, fenômeno conhecido como reificação.
Portanto, indubitavelmente medidas são primordiais para resolver esse problema. O Ministério do Trabalho e Emprego deve ampliar sua participação acerca do resgate de pessoas em condições de trabalho escravo, por meio de investigações aprofundadas de denúncias, com objetivo de garantir uma vida digna assegurado pela Constituição e aumentar a capacitação profissional, a partir de criação de cursos e palestras, a fim de possibilitar a ingressão de indivíduos num trabalho.