A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 08/04/2020
Do Romantismo nacionalista de José de Alencar ao Modernismo explícito de Jorge Amado, vê-se a literatura a serviço das causas sociais. Realmente, escritores como esses retrataram como a sociedade pode ser uma barra de ferro que aprisiona o indivíduo. Nesse contexto, percebe-se, atualmente, um aprisionamento social relacionado a contínua exploração trabalhista na sociedade moderna. Assim, é importante retratar a desvalorização do Estado brasileiro com a efetivação das leis trabalhistas e marginalização da classe trabalhadora.
Em primeiro plano, evidencia-se uma indiferença do Estado com a importância das aplicações das leis trabalhistas. Análogo ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a sociedade é marcada pelas instabilidades das relações políticas com os meios sociais. Essa lógica é comprovada pela ausência de políticas públicas, por parte do governo brasileiro, de regularização dos direitos e das regras constitucionais que deveriam estar em vigor em todas as empresas do Brasil, visando fomentar um local de trabalho justo e empático para todos. Dessa maneira, são expostos meios primitivos do governo de lidar com a população trabalhadora.
Em segundo plano, é impulsionado a perda dos diretos que são fundamentais ao trabalhador. Mergulhando nessa ideia, o filósofo francês René Descartes -em sua teoria filosófica “Meditações”-revela que a alienação da sociedade frente ideais irracionais ocasiona problemas estruturais para um grupo. Por certo, a falta de aplicabilidade de condutas que são reguladoras e essenciais para o justo funcionamento em empresas ocasiona, em potencial, a ausência de salários equivalentes à carga de trabalho do indivíduo, perda de dias garantidos de recessos e falta de assistências dignas ao empregado. Dessa forma, ocorre a perda de garantias importantes para a vida do empregado.
Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Logo, cabe ao Estado -maior regulador do bem-estar no país-, por meio de parcerias com empresas privadas de fiscalizações, desenvolver políticas públicas nas formas de visitas semestrais de agentes governamentais nas empresas brasileiras, que irão fiscalizar se os direitos trabalhistas -presentes na constituição- estão sendo respeitados pelo estabelecimento, com o objetivo de aumentar a preocupação do Estado com esse tópico e diminuir a perda dos diretos dos empregados, a fim de estimular uma sociedade mais justa. Sendo assim, o aprisionamento do brasileiro em barras poderá ser revertido.