A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 07/05/2020
Com o advento da Primeira Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, no século XVIII, as relações de trabalho passaram por diversas mudanças, como a maneira de trabalhar, uma vez que os indivíduos começaram a laborar em fábricas e, com isso, tinham jornadas de trabalho exaustivas e baixa remuneração. Já hodiernamente, os proletários conquistaram diversos direitos trabalhistas, contudo, a exploração da mão de obra ainda é um impasse no Brasil, seja pela ausência de preparo das escolas em preparar os estudantes para o mercado de trabalho ou pela negligência do governo em garantir que a legislação seja cumprida.
Convém ressaltar, a princípio, que o falho ensino -no que diz respeito as tecnologias, contribui para a ocorrência do problema. Isso se confirma na permanência de um ensino tradicionalista que não prepara o jovem para trabalhar com as inovações científicas, em oposição à constante modernização do trabalho. Diante disso, os estudantes mais pobres que não possuem condições de ter acesso a uma boa formação profissional não conseguem se inserir no mercado de trabalho, por esses motivo ocasionalmente são submetidos a labutar de modo informal sem a garantia de seus direitos previstos na Constituição, além de muitos aceitarem por falta de opção laborar de maneira exploratória.
Outrossim, segundo o filósofo italiano Norberto Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem capaz de lhe dar consideração por parte do Estado. Nessa lógica, é notável que o poder público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, uma vez que ainda não fiscaliza as condições de trabalho exploratório, o que contribui para que muitos cidadãos sejam vítimas de exploração. Esse fator coopera para que muitas empresas coloquem pessoas para trabalhar sem as garantias do proletário, como exemplo, os aplicativos de entrega e transporte que não oferece os direitos dos trabalhadores, em razão de pagarem baixos salários para esse, e não assegurar os benefícios do empregado, bem como cargas horárias longas.
Destarte, faz-se necessário que o governo, por intermédio de inserir na grade curricular uma matéria que seja ministrada por docentes capacitados pelo Estado, para dar cursos profissionalizantes para os jovens, isso pode ocorrer , por meio de aulas práticas em que os estudantes aprendam a trabalhar com a tecnologia, informatica , assim sendo, já preparando esses para o mercado de trabalho. Além disso, cabe ao Poder Legislativo criar leis que torne obrigatório a contratação por carteira assinadas dos indivíduos que trabalham para aplicativos, desse modo, garantindo que esse não trabalhe de maneira exploratória para essas empresas.