A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 11/04/2020

De acordo com o filósofo alemão Karl Marx, o capital não tem a menor consideração pela saúde ou duração da vida do trabalhador, a não ser quando a sociedade o força a respeitá-la. Analisando o pensamento e relacionando à realidade brasileira contemporânea, nota-se a necessidade de um olhar mais atento para as condições do trabalhador, haja vista que milhões de trabalhadores são submetidos a cargas horárias desumanas para, muita das vezes, receber menos de um salário mínimo. Todavia, para que haja uma reversão do quadro, faz-se necessário analisar as causas corporativas e sociais que contribuem para a continuidade da problemática.

Em primeira instância, convém destacar a imensa taxa de desemprego que assola o Brasil. Segundo dados do IBGE nota-se a questão de 11,2% da população encontrar-se desempregada. Essa realidade enfatiza a desvalorização da qualificação do empregado, pois há uma grande procura de trabalho e poucas vagas. Nesse sentido, é notório revelar o contexto da mais valia absoluta, onde a jornada de trabalho é aumentada sem o aumento do salário, se caso o trabalhador submetido a tal situação - mesmo com sua qualificação acadêmica - se negue a prevalecer no emprego nas condições propostas, é facilmente substituído, pois há milhares de desempregados que aceitariam imediatamente.

Faz-se necessário ressaltar, contudo, a extrema desigualdade social presente no contexto de exploração trabalhista. Na série, Cidade dos Homens é retratado em diversos episódios a exploração trabalhista presente nos trabalhadores honestos da comunidade, como por exemplo, quando a esposa de um dos protagonistas cuida do filho de sua patroa por 12 horas exaustivas e recebe míseros 50 reais no final do dia. De maneira análoga, atualmente, a situação se repete tendo em vista que a população mais prejudicada com a exploração trabalhista na sociedade é notoriamente, a população pobre que depende formidavelmente de dinheiro. Nesse viés, o abuso com o trabalhador aumenta cada vez mais, se não houver intervenções políticas sociais do governo em prol da população prejudicada.

Fica evidente, dessa forma, a mendicidade do Estado tomar providências para amenizar o quadro atual. Visando a atenuar esse cenário, cabe o Ministério do Trabalho aumentar, por meio de verbas governamentais, a quantidade de trabalhos formais com carteira assinada. Essa medida tem o intuito de dignificar os trabalhadores que lutam todos os dias para, constantemente, conseguir colocar somente um prato de comida em suas mesas, tal intervenção mitigará o trabalho informal com salários difamantes à população. Dessa maneira, propender condições de trabalho melhores, de fato, inclusiva no Brasil.