A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 12/04/2020
O livro “Dying For A Paycheck”, do autor Jeffrey Pfeffer, relata sobre histórias de pessoas que tiveram graves danos na saúde após rotinas cansativas nos seus ofícios. Hodiernamente, a realidade brasileira assemelha-se às histórias narradas no livro, devido à desigualdade social e à falta de intervenção política nas relações trabalhistas. Por conseguinte, é necessário medidas para reverter esse problema. Em primeira análise, direito à cidade é a necessidade de pensar em como garantir à população uma melhor condição de vida. Essa preocupação advém do fato de que cada vez mais a sociedade está desigual. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, em 2019, a desigualdade brasileira aumentou pelo 17º trimestre seguido. Para o filósofo Rosseau, a disparidade social deu-se a partir da origem da propriedade privada. Seu pensamento pode ser ligado aos dias atuais, já que pessoas sem um bom nível de escolaridade podem submeter-se a cansativas jornadas no emprego para sustentarem suas famílias. Logo, a dissemelhança social é um fator que propicia o abuso dos empregados.
Outrossim, durante a Primeira Revolução Industrial, houve a relação entre a burguesia (classe dominante) e o proletariado (classe dominada). Nessa relação, predominava a exploração dos operários, dado que exerciam desgastantes jornadas que duravam até 16 horas diárias nas fábricas. Porém, essa situação foi sendo regulada à medida que o Estado foi intervindo e criando normas. Portanto, assim como aconteceu na Inglaterra, no Brasil, a intervenção governamental pode regular a rotina da mão de obra assalariada por meio de exigências da execução das leis trabalhistas promulgadas constitucionalmente.
Desse modo, ao analisar os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Órgãos públicos devem investir na educação, uma vez que o estudo é um excelente meio para combater as discrepâncias sociais. Ademais, governos municipais devem realizar pesquisas, a fim de indagar os habitantes sobre suas condições de trabalho, mantendo, assim, o cumprimento dos direitos trabalhistas promulgados na Constituição. A partir dessas atitudes, as relações de trabalho na sociedade moderna não serão abusivas.