A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 12/04/2020

Na sociedade grega, a concepção de trabalho estava associada à atividade manual e era considerada indigna do homem livre, o qual se destinava à meditação e a fruição dos prazeres da vida. Nesse contexto, de maneira análoga ao período citado, notam-se desafios ligados a atual situação trabalhista do brasileiro por passividade do governo. Logo, é notório que o alto índice de trabalhador informal contribui de maneira direta com a exploração trabalhista.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que Getúlio Vargas, em 1943, instituiu a Consolidação Das Leis Trabalhistas (CLT), de modo que o trabalhador brasileiro com carteira assinada possui direitos garantidos. No entanto, a atual conjuntura trabalhista apresenta uma taxa de informalidade de 41% de acordo com El País. Assim, é evidente uma maciça exploração trabalhista de uma elevada parcela da população.

Em segundo plano, o cenário contemporâneo brasileiro enfrenta desafios relacionados a exploração trabalhista, principalmente dos informais, de forma que muitos ultrapassam às 12 horas jornada de trabalho e recebem mensalmente um salário mínimo, como, segundo o El País, os entregadores de Delivery.

Infere-se, portanto, que a questão da exploração trabalhista na sociedade moderna se encontra interligada com o déficit no sistema trabalhista. Desse modo, é imperiosa uma ação do Ministério do Trabalho, que deve, por meio da ampliação de projetos e criação de leis garantir os direitos dos trabalhadores informais e formais, mitigar os índices de exploração trabalhista. Dessa forma, será possível promover a igualdade de direitos aos cidadãos, por conseguinte, resultar em um importante impacto para a construção da consciência coletiva.