A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 13/04/2020

Já preconizou Jean-Jaques Rousseau “ O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado “ e tal frase corrobora a atual conjuntura brasileira, pois tornou-se corriqueiro observar nos meios de informações o crescente aumento com relação as jornadas exaustivas de trabalho e aos baixos salários, atrelados a focos de depressão, mazelas sociais que cercam a sociedade e que dão a sensação de acorrentamento. Desse modo, vale ressaltar o impacto do esgotamento emocional mediante a exploração trabalhista, fruto do capitalismo.

Indubitavelmente, o advento da Revolução Industrial vinculado à Guerra Fria trouxe inúmeros benefícios a sociedade, tais como a criação de computadores e da internet. No entanto, tais melhorias acabaram por viabilizar a livre concorrência no mercado de trabalho, tanto nas empresas, quanto aos cidadãos que não tenham uma renda fixa, fazendo com que optem por horas exaustivas de trabalho para que possam se manter na esfera social que acabou se moldando como capitalista, na qual o bem máximo é o lucro. Por isso, é necessário repensar os valores transmitidos por meio das gerações, para que aos poucos esse pensamento caia no ostracismo.

Além disso, é verdade que o ser humano busca incansavelmente pelo sucesso a qualquer custo, sem levar em consideração a sua saúde mental, pois acabam ultrapassando o limite do corpo. Ainda nesse prisma, à aplicabilidade dessa prática no mercado de trabalho nem sempre trará retorno financeiro de modo proporcional, tal fato que, tanto a curto, quanto a longo prazo, causará graves problemas - tais como depressão , antipatia social e até mesmo ao suicídio. Por isso, aceitar essas ações nefastas é o mesmo que adquirir ao corpo social , a cegueira branca de Jose Saramago.

Levando em consideração os argumentos supracitados, somos levados a acreditar que medidas urgentes e eficazes devam ser tomadas a fim de minimizar os impactos já sofridos. Assim, compete ao Governo devido ao seu alcance, divulgar informações concisas que abordem diariamente o debate em questão, para que assim, não hajam mais explorações trabalhistas. Por fim, contrariando Rousseau, o homem nasceu livre, mas não viverá acorrentado.