A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 18/04/2020
A Revolução Industrial iniciada no ano de 1750 na Europa trouxe consigo condições de trabalho desumanas, tais como: jornadas de trabalho extensas e ausência de legislação trabalhista. Não distante disso, o atual cenário brasileiro se aproxima desse marco do século XVIII ao conter traços de exploração trabalhista na sociedade moderna. Nesse sentido, é preciso entender as causas e desdobramentos desse grave impasse para solucioná-lo.
A princípio, é possível perceber que a submissão a trabalhos precários é motivado pela alta taxa de desemprego no país. De acordo com uma pesquisa realizada pelo jornal Brasil El País, com o cenário de recessão econômica atual o índice de pessoas sem atividade remunerada é de quase 13 milhões de habitantes. Tal conjuntura é a principal influenciadora para que muitos cidadãos se sujeitem a serviços precários de longos períodos, salários extremamente baixos e sobrecargas físicas. Desse modo, entende-se que a falta de possibilidades para ascender economicamente contribui para a permanência da problemática.
Sob esse viés, ressalta-se o crescimento no número de pessoas que recorrem a empregos inconsistentes. De maneira análoga, o conceito de darwinismo social foi empregado para tentar explicara inconstância pós Revolução Industrial, a ideia sugeriu que os menos aptos à sociedade capitalista seriam excluídos e sujeitados à condições sociais inferiores. Prova disso, é que os subempregos são ocupados em sua maioria pelas camadas mais pobres e com limitado nível de escolaridade, esse indivíduos não possuem direitos trabalhistas, remuneração estável e expedientes limitados. À vista disso, é constatado que a condição apresentada fere os princípios constitucionais e deve ser contida com urgência.
Depreende-se, portanto, a necessidade de modificar o panorama de exploração laboral da população brasileira. Cabe aos cidadãos subjugados a empregos instáveis exigirem às autoridades políticas condições de serviços melhores, por meio de manifestações, greves e passeatas -organizadas com o auxílio das redes sociais, para que seja possível alcançar um grande número de adeptos- com o intuito de assegurar ao trabalhador todos os direitos que ele deveria possuir. Assim, a partir da ação conjunta entre a sociedade e o poder público, o Brasil poderá construir enfim, uma sociedade livre, justa e solidária.