A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 13/04/2020
Na obra “Utopia” do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que que a exploração trabalhista apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de formação formal quanto da carência de grande parte das famílias brasileiras. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral que a exploração trabalhista deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades em relação a formação formal dos cidadães, é notório que grande parte dos brasileiros são submetidos a trabalhos que pagam até menos que o salário mínimo, partindo do princípio que se há muitas pessoas não formadas, a única alternativa que lhes restam, é trabalharem em empregos como esses, podendo também ser submetidas a jornadas que vão além das permitidas legalmente. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a carência de grande parte das famílias brasileiras como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, é possível observar que, se essas pessoas não possuem renda o suficiente para poderem investir na educação, será de extrema dificuldade que consigam empregos que necessitem das competências que são obtidas justamente a partir dessa instrução. Sendo assim, é perceptível que a falta de suporte do governo para que com essas famílias acaba prejudicando-as em diversos fatores, principalmente no ramo trabalhista. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que esse desprovimento ao ensino contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a exploração trabalhista, necessita-se, urgentemente, que o tribunal de contas da união direcione capital, que por intermédio do Ministério da Economia, será revertido em suportes monetários para aqueles que mais necessitam, através de depósitos bancários mensais, somente assim será possível que essas famílias consigam investir em educação de maneira adequada. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desse proveito sobre os trabalhadores, e a coletividade alcançará a Utopia de More.