A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 13/04/2020
Foi durante a Era Vargas, vigente entre 1930 e 1945, que houve a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que delimitou os direitos e os deveres dos operários brasileiros. Apesar dessa conquista, a exploração dos trabalhadores na sociedade moderna ainda persiste, o que é consequência da ideologia capitalista, visto seu caráter de acúmulo de renda e de intensificação das jornadas de trabalho.
Mormente, é evidente que a exploração trabalhista é incentivada pela ideologia do capital. Sobre isso, vale ressaltar o processo de alienação, conceituado por Karl Marx, que consiste na exploração da mão de obra do operário em prol do lucro. Nesse sentido, o conceito marxista explica a persistência do aproveitamento do trabalhador na sociedade moderna, uma vez que a busca por renda predomina nessa realidade. Isso é observável, também, na ocorrência de trabalhos análogos à escravidão em que as péssimas condições de trabalho, baixos salários e jornadas exaustivas abusam do proletário e proporcionam maior renda ao patrão.
Ademais, esse abuso do trabalhador foi incentivado pelo processo de industrialização, que é um processo capitalista. De fato, a Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, incitou o processo de exploração laboral, uma vez que se caracterizou pelo elevado número de trabalhadores, uso mão de obra infantil, salários baixos e condições degradantes de trabalho. Apesar de, hodiernamente, a realidade industrial não ser mais tão degradante, ela ainda é exploratória devido ao seu caráter capitalista que busca o enriquecimento por meio de longas jornadas de trabalho. Isso é perceptível, inclusive, na atual proposta de Reforma Trabalhista em que há a intenção de aumentar o número de anos trabalhados e, consequentemente, de horas.
Portanto, é notório que a persistência da exploração trabalhista na sociedade moderna relaciona-se com o predomínio da ideologia capitalista. Dessa forma, é necessário que o Ministério do Trabalho proponha alternativas ao abuso laboral, por meio de reformas trabalhistas e concessões sindicais, com objetivo de evitar os malefícios desse aproveitamento, com o cansaço do operário. Além disso, os trabalhadores brasileiros devem lutar por seus direitos, por intermédio de greves e manifestações pacíficas que busquem a conquista de novos benefícios, com intuito de evitar a exploração trabalhista. Assim, efetivar-se-á os objetivos da CLT e se diminuirá a exploração trabalhista.