A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 14/04/2020
Segundo o filósofo Cleantes, é necessário que o homem não viva para trabalhar, mas trabalhe para viver. Embora todos saibam disso, há um pormenor, em relação a muitos trabalhadores, que mesmo ao trabalhar várias horas não é valorizado por seu empenho e dedicação. Prova disso são os trabalhadores autônomos e informais. Nesse sentido, é de suma importância uma política de conscientização trabalhista, além de melhorias nos setores básicos.
Muitas pessoas optaram por fazer um trabalho extra como motorista por aplicativo, porém, está sendo uma oportunidade aos desempregados que colocaram essa oportunidade como trabalho principal. Nos últimos meses, a Uber, uma das maiores plataformas de motoristas particulares, teve que regular a quantidade máxima de horas diárias trabalhadas por seus parceiros. Antes dessa iniciativa, houve casos de motoristas que trabalharam 48 horas seguidas, pela nova norma o máximo permitido são 12 horas diárias.
Mesmo que haja uma limitação de horas trabalhadas, é necessário ver o porquê dos profissionais trabalharem horas e horas sem descanso. A resposta está na desvalorização e falta de opções para se sustentar em uma sociedade que está passando por um momento escasso de empregos. Em pleno século 21, vê-se que esses profissionais estão trabalhando como se estivessem no século 19, quando as pessoas trabalhavam 17 horas seguidas, sem proteção à saúde e na maioria das vezes sem meios de segurança. É clara a exploração que esses profissionais estão sujeitos, muitos são mortos e nenhuma providência é tomada.
Por isso, é imprescindível que os Governos Estaduais, juntamente com a União façam investimentos através de parcerias Público- Privada nas áreas básicas da sociedade. Desse modo, os profissionais terão uma qualidade de vida melhor e não se sentirão obrigados a viver apenas para o trabalho. Só então teremos trabalhadores realizados profissionalmente.