A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 22/04/2020
O livro " A ética protestante e o espírito do capitalismo " - publicado no início do século XX -, do sociólogo alemão Max Weber, estabelece uma relação direta entre a ascensão do Calvinismo e a busca pelo acúmulo de riquezas, tendo em vista a valorização do trabalho e do capital. Desse modo, a procura do superavit induz uma exacerbada exploração dos trabalhadores na sociedade moderna. Cabe avaliar as causas, consequências e possível solução desse impasse social.
É possível destacar, primeiramente, a mudança do status do lucro como um dos fatores preponderantes, uma vez que desde a Antiguidade Grega - especificamente em Atenas - até a Idade Média o trabalho era visto como algo pejorativo. Nesse sentido, João Calvino mudou os paradigmas da sociedade moderna ascendente, pois relativizou a salvação eterna, isto é, não impediu a busca pela riqueza. Assim, a massa burguesa migrou em demasia para a religião Calvina e, por conseguinte, a luta de classes intensificou-se. Em síntese, é incompreensível que anos depois de lutas trabalhistas, ainda há conflitos e há supressões de direitos inerentes ao ser humano.
Outrossim, a exploração do proletário trouxe consigo reações na sociedade - a miséria e a fome -, tendo a desigualdade social como um símbolo enraizado. O sociólogo alemão Karl Marx introduziu o conceito de “Mais-valia” como o excedente de produção não remunerado dos trabalhadores, visto que que este se encontra alienado no processo produtivo. Dessa maneira, a base de discrepância de renda para Marx é produto da luta de classes, por isso não há igualdade no âmbito do trabalho. Em suma, a ineficaz legislação deixa lacunas para interpretações em prol do dominante.
Evidencia-se, portanto, a mudança de estigmas relacionados ao capitalismo, tal como explicado por Weber. Logo, o Governo deve aumentar o PIB Per Capita da população pobre, por meio da diminuição das taxas de desemprego e aumento de incentivos fiscais para pequenas e médias empresas, com auxílios para trabalhadores autônomos e informais, a fim de que diminua a dependência nas firmas. Espera-se, com isso, a mitigação da desigualdade social e o alcance de uma sociedade sem a luta de classes, enaltecida por Karl Marx.