A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 18/04/2020

A Inglaterra foi o palco que sediou a Revolução Industrial no século XVII, a qual mudou para sempre as relações de trabalho no mundo inteiro. Com o processo de industrialização ocorrido, a exploração trabalhista tornou-se muito mais evidente. No Brasil, por exemplo, apenas durante o governo de Getúlio Vargas foram criadas as primeiras leis trabalhistas do país, com direito à férias, décimo terceiro salário, entre outros benefícios para trabalhadores com carteira assinada.

A priori, deve-se pontuar o quão desigual é a maneira para entrar no mercado de trabalho hodierno. A indústria moderna demanda uma mão de obra cada vez mais especializada; e para fazer essa especialização é necessário tempo e dinheiro para investir na carreira pessoal de cada um, como fazer um curso de pós graduação, mestrado, doutorado, MBA, PhD, entre outros. Sendo assim, as estatísticas de desemprego de cada país demonstra a desigualdade social e econômica de cada localidade.

Ainda sob esse viés, é importante lembrar também, daqueles que não conseguiram um emprego adequado e vão a procura de alternativas para obter uma fonte de renda. As opções mais comuns são entregadores e motoristas em aplicativos que fazem sucesso atualmente (iFood, rappi, uber, 99 táxi). Os mesmos apresentam flexibilidade de horário, porém se você não trabalha, você não recebe, sem contar a maleabilidade das leis trabalhistas para esse tipo de negócio. Por isso, tem tornado-se cada vez mais comum casos de exploração de funcionários nesse ramo.

Portanto, faz-se mister a atuação do Estado para a diminuição da exploração trabalhista na sociedade moderna. Por meio de programas de inclusão social, o governo de cada país poderia inserir a parte da população que sofre com o desemprego em serviços públicos. Isso poderia atuar como forma de incentivo para as pessoas quererem fazer parte e entender mais do sistema político de seu respectivo país.